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Saneamento com Bolsonaro: “Completo estado de abandono”, diz transição

Relatório do GT das Cidades conclui ainda que o previsto no orçamento para 2023 - R$ 34,2 milhões - paralisa projetos de habitação social

atualizado 01/12/2022 16:25

Arquivo/Agência Brasil

O relatório do Grupo de Trabalho das Cidades, da transição do governo Lula, concluiu que o governo Bolsonaro termina seu mandato deixando o saneamento em “completo estado de abandono”.

O texto, obtido pelo Blog do Noblat, afirma ainda que a mudança do marco regulatório do saneamento, de 2020, ainda não trouxe “qualquer impacto positivo no aumento da cobertura”.

Nas conclusões, o grupo informa ainda que os investimentos públicos nesse setor chegaram a menor patamar em anos, com apenas R$ 14,19 milhões.

Para o ano que vem, o orçamento do governo destina apenas R$ 34,2 milhões para projetos de habitação de interesse social, o que, segundo o relatório do GT, implica na paralisação de todas as obras do programa já em fevereiro de 2023.

O cálculo dos integrantes do grupo é que é necessário R$ 1,6 bilhão só para manter as obras dos empreendimentos em curso, “sem contratar nenhuma nova unidade habitacional para a população de mais baixa renda em 2023”.

No relatório do grupo sobrou até para o governo de Michel Temer. O documento aponta que desde 2016 os investimentos em saneamento despencaram: para drenagem, a redução foi de 75%; para contenção de encostas, 90%. E diz que também no governo Bolsonaro não houve recurso para prevenção de riscos e desastres.

O documento revela ainda que o atual governo reservou apenas R$ 25 mil para ações mitigadoras para redução da ocorrência de desastres, como obras e serviços de engenharia.

“Uma medida clara da importância que esse governo concede” – diz o texto.

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