Uma notícia boa para Bolsonaro e outra ruim

O golpe pode esperar

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Jair Bolsonaro participa do Diálogos com os Candidatos à Presidência, feito pela Unecs
1 de 1 Jair Bolsonaro participa do Diálogos com os Candidatos à Presidência, feito pela Unecs - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A nova pesquisa Datafolha, que ouviu nas últimas 48 horas 5.734 eleitores em 285 cidades do país, trouxe uma notícia boa e outra ruim para o presidente que teme não se reeleger e acabar preso.

A boa: com o crescimento de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), os candidatos da chamada terceira via, ficou mais difícil para Lula liquidar a fatura em 2 de outubro. Segundo turno à vista.

Lula tem 48% dos votos válidos. Para vencer no primeiro turno, terá que alcançar 50% mais um voto. Em maio, Lula tinha 54%. Em junho, 53%. Ciro e Simone poderão crescer um pouco mais.

A notícia ruim: a rejeição a Bolsonaro continua alta: 52% dos eleitores dizem que não votarão nele de jeito nenhum, contra 39% que dizem o mesmo em relação a Lula, e 24% em relação a Ciro.

A 30 dias das eleições, em um segundo turno, Lula derrotaria Bolsonaro por 53% dos votos contra 38%. Na pesquisa de 15 dias atrás, era 54% a 38%. Não é nada, não é nada, não é nada…

Não é nada ou é muito pouco para Bolsonaro. Se a avaliação negativa do seu desempenho no cargo registra tendência de queda, 50% afirmam nunca confiar em nada do que ele diz.

No Sudeste, região de maior peso eleitoral, Bolsonaro avança: caiu pela metade a vantagem de Lula, que agora ainda o vence por 41% contra 35%. Mas até no Centro-Oeste do agronegócio, Lula lidera.

No Nordeste, que concentra 27% do eleitorado, Lula tem mais do dobro das intenções de voto de Lula – 58% a 24%. Bolsonaro parou de crescer entre os evangélicos e entre as mulheres.

Entre os que recebem 600 reais do Auxílio Brasil e que ganham até dois salários mínimos (50% da amostra populacional da pesquisa), Bolsonaro passou de 23% para 25%, e Lula de 55% para 54%.

Não é nada, não é nada, não é nada, é muito. Orçamento secreto + Estado de Emergência para arrombar o teto de gastos + redução no preço dos combustíveis impulsionou pouco Bolsonaro.

As duas alas em que se divide o governo, uma política, a outra golpista, por ora não precisam brigar. A política dirá que ele já está no segundo turno. A golpista, que o golpe pode ficar para  mais tarde.

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