Renovação política só a partir das eleições de 2030, e olhe lá

Assim é se lhe parece

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Yanka Romão/Metrópoles
Arte mostra desenhos dos candidatos à presidência Lula e Bolsonaro sob as cores, respectivamente, vermelho e azul - Metrópoles
1 de 1 Arte mostra desenhos dos candidatos à presidência Lula e Bolsonaro sob as cores, respectivamente, vermelho e azul - Metrópoles - Foto: Yanka Romão/Metrópoles

Dos nomes da direita atualmente cotados para enfrentar Lula nas eleições do próximo ano, somente dois aparentam ter fôlego para chegar até lá: Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, e Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná.

Descarte Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás. E também a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal em fim de mandato, processado por conspirar contra os interesses do Brasil nos Estados Unidos.

Michelle depende do consentimento do marido que teme perdê-la para o mundo masculino da política. Bolsonaro já perdeu duas mulheres para a política e os negócios sujos. Não quer perder a terceira. Tanto mais agora, condenado a 27 anos de prisão.

O União Brasil não garante apoio à candidatura de Caiado porque preferiria se alinhar a Tarcísio. Esse, ainda não decidiu se disputará a reeleição ou se topará concorrer à Presidência da República. Espera o sinal verde de Bolsonaro e de Eduardo.

O pior cenário possível para Tarcísio seria receber a benção de Bolsonaro, renunciar ao governo de São Paulo, e mais adiante esbarrar no veto de Eduardo. O filho zero 3 de Bolsonaro carece de força para se eleger, mas pode travar o crescimento de Tarcísio.

Romeu Zema (NOVO), governador de Minas Gerais, diz-se candidato só para valorizar seu passe. Vale-se da fama de que candidato a presidente só se elege se vencer em Minas. Ele quer ser um importante cabo eleitoral de quem possa derrotar Lula.

Ratinho Junior poderá ser o candidato dos eventuais órfãos de Tarcísio. Com a vantagem de não ser identificado com Bolsonaro como Tarcísio é, e a desvantagem do nome que carrega. “Chega de ratões. O homem da hora é Ratinho.” Que tal?

Segundo a mais recente pesquisa da Quaest, hoje haveria espaço de sobra para o surgimento de um candidato outsider, estranho aos quadros partidários, com perfil mais técnico, e boas propostas para solucionar os principais problemas do país.

Não é provável que surja. O bolsonarismo enfraqueceu-se, mas resiste. O lulismo está em alta. De um desses polos sairá o próximo presidente. Renovação, só a partir da eleição de 2030. E olhe lá.

 

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