Quem fez mal a quem: Bolsonaro às suas mulheres ou elas a ele?
A Polícia Federal quer ouvir Michelle
atualizado
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Bolsonaro teve ou ainda tem problemas com todas as mulheres com quem se casou – Michelle foi a terceira. Ou então é o contrário: elas é que tiveram ou ainda têm problemas com ele.
Não se aplica a eles a clássica pergunta: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Bolsonaro nasceu primeiro para a vida e a política. Quanto ao ovo e a galinha, a ciência já deu a resposta.
O ovo veio primeiro. A galinha descende dos répteis. Os répteis muito antigos e já desaparecidos punham ovos. E deles se originaram vários tipos de aves. A galinha foi uma delas.
A primeira mulher de Bolsonaro, mãe dos seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo, respectivamente os Zeros 1, 2 e 3, chamava-se Rogéria Nunes. Foi o marido que a introduziu na política.
Quando Bolsonaro se elegeu deputado federal, Rogéria o substituiu como vereadora no Rio. Quando ela quis se reeleger pela segunda vez, Bolsonaro lançou Carlos, que derrotou a própria mãe.
Em seus dois mandatos, Rogéria empregou no seu gabinete oito pessoas de quatro famílias diferentes. E outras três que empregaram parentes nos gabinetes de Bolsonaro, Carlos e Flávio.
Cheiro do quê? Bingo! Cheiro das rachadinhas que fariam a fortuna da família. Como seu filho Flávio, e a mulher seguinte de Bolsonaro, Rogéria comprou imóveis com dinheiro vivo.
A advogada Ana Cristina Valle sucedeu Rogéria como mulher de Bolsonaro e foi chefe de gabinete de Carlos entre 2001 e 2008. É investigada no inquérito das rachadinhas.
Ana Cristina empregou 10 parentes nos gabinetes de Carlos e de Flávio, então deputado estadual. Ao separar-se dela, Bolsonaro designou Fabrício Queiroz para tomar conta de Flávio.
Queiroz foi além. Tomou conta também de Michelle, na conta da qual, ele e sua mulher, depositaram R$ 89 mil em cheques. Michelle será ouvida pela Polícia Federal, mas não por isso.
A polícia quer saber por que ela usava o cartão de crédito de uma amiga para pagar suas despesas. Era o tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordem de Bolsonaro, que sacava o dinheiro.
Por meio de Fabio Wajngarten, o porta-voz de uma família cada vez mais enrolada com a justiça, Michelle ensaiou uma desculpa. A propósito do uso do cartão, Wajngarten disse ontem
“Perguntei à dona Michelle há meia hora e ela me respondeu: ‘Meu marido sempre foi muito pão duro’”.
Taokey. Ou me engana que eu gosto.


