Programa Auxílio Brasil é o Bolsa Eleição de Bolsonaro e do Centrão

O que o governo dá com uma mão toma com a outra

atualizado 22/10/2021 5:02

Fome comida auxílio emergencial Hugo Barreto/Metrópoles

Seria possível socorrer os milhões de brasileiros mais vulneráveis com 400 reais por mês sem mandar às favas a lei do teto de gastos?

A resposta unânime dos economistas de fora do governo é que sim. Como? Cortando gastos e gastando melhor o que sobrasse.

Por que dar 20 bilhões para o relator das emendas parlamentares ao Orçamento distribuir com quem quiser? – pergunta o economista Alexandre Schwartsman. E ele mesmo responde:

“Porque só tem um objetivo: manter a fidelidade da base política do governo. Isso é um objetivo bom para o país? Não. Isso é um objetivo bom para o governo”.

Ao dar o auxílio com uma mão, o governo toma com a outra. Haverá mais inflação, portanto menos comida no prato. Os juros aumentarão, e o crédito para as pessoas e empresas ficará mais caro, escasso e difícil. Cresce o risco de uma recessão econômica.

E tudo isso para quê? Simples: para alimentar a esperança do presidente da República de se reeleger com a compra do voto dos que passam fome.