Porque Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, anda tão calado

O NOVO envelhece e o Missão vai para cima de Flávio Bolsonaro

atualizado

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Gabriel Foster/Metrópoles
Romeu Zema
1 de 1 Romeu Zema - Foto: Gabriel Foster/Metrópoles

Romeu Zema, duas vezes governador de Minas Gerais, aspirante a candidato a presidente da República pelo partido NOVO, mas de ideias velhas, à direita do PL dos Bolsonaro, se isso é possível… Alguém viu Zema por aí? Tão falante até um dia desses, tão calado ultimamente. O que deu nele?

Simples: uma parcela expressiva do NOVO defende que o partido não lance candidato a presidente, e se una ao PL para eleger Flávio. Os extremos se atraem. E quem opera por isso no NOVO é o ex-procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol, o deputado Marcel Van Hatten e o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva.

Sim, Dallagnol é aquele do powerpoint que pôs Lula no centro do escândalo do Petrolão, pelo qual Lula jamais foi condenado. (Não confundir com o powerpoint do caso do Banco Master, pelo qual recentemente a Globonews pediu desculpas). Dallagnol é pré-candidato a senador pelo Paraná.

Van Hatten é pré-candidato ao Senado na chapa de Luciano Zucco (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Em meados do ano passado, Van Hatten sentou-se na cadeira de presidente da Câmara para impedir que ela fosse ocupada pelo seu legítimo dono, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Adriano Silva é pré-candidato a vice-governador de Santa Catarina na chapa do atual governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição. Santa Catarina, fortaleza do bolsonarismo. Carlos Bolsonaro (PL) será candidato a senador por lá, e seu irmão Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal. Ordens do pai.

O NOVO vive uma crise existencial. Em 2018, disputou a eleição presidencial com João Amoêdo, que teve apenas 2,5% dos votos. Em 2022, o candidato do NOVO a presidente foi Felipe d’Avilla, hoje comentarista da Jovem Pan. Ele atraiu apenas 0.47% do total de votos válidos. Um desempenho desastroso. Para completar…

Surgiu o Missão, nascido do ventre do antigo Movimento Brasil Livre (MBL). O Missão está comendo o NOVO pelas beiradas. Seu candidato a presidente, Renan Santos, fantasiado de candidato antissistema, bate em Flávio dia sim, outro também, tomando-lhe votos. E Flávio está preocupado com isso.

O PSD de Gilberto Kassab decidiu apostar suas fichas em Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás. E Caiado sabe que só poderá crescer caso se distinga de Flávio, o falso moderado. Como fazer? Criticando-o para subtrair-lhe votos à direita e ao centro. Mas sem afrontar o sistema, porque esse espaço será ocupado por Renan.

Como ficará o NOVO? Correrá o risco de envelhecer como uma espécie de sublegenda do PL bolsonarista. Quanto a Zema: ou vira candidato a vice de Flávio, ou a vice de Caiado, ou abandona o tabuleiro e vai cuidar dos seus negócios.

Segue o jogo.

 

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