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Blog do Noblat - 22 anos

Perdoem Michelle Bolsonaro. Ela não sabe o que diz

De dona de casa à sucessora política do marido

07/05/2023 06:00, atualizado 07/05/2023 06:31
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Reprodução/Instagram
Perdoem Michelle Bolsonaro. Ela não sabe o que diz

Janja, a primeira-dama, sempre gostou de política. Aos 17 anos, filiou-se ao PT. Em 2005, conheceu Lula e, poucos anos depois, começou a namorá-lo. Casaram-se no ano passado.

Michelle, a ex-primeira dama, nunca gostou de política. Começou a gostar quando foi trabalhar em gabinetes de deputados na Câmara. Acostumou-se a gostar desde que se casou com Bolsonaro.

Janja dá conselhos ao marido desde antes de ele ser preso em 2018. Michelle sempre evitou dar. Quem mandava na casa era ela, na política, Bolsonaro. Até que…

Até que assessores de Bolsonaro o convenceram no ano passado que Michelle levava jeito para política e que deveria participar de sua campanha à reeleição. Bolsonaro concordou de má vontade.

Então, é natural que Michelle, promovida à estrela de primeira grandeza do PL uma vez que o marido perde o brilho, derrape em certas ocasiões, principalmente ao expor suas ideias.

Foi o que aconteceu no sábado (6/5/) em evento do PL realizado em São Paulo. Bolsonaro estava lá. Havia uma claque contratada para aplaudi-lo e gritar “Mito”. Mas a dona do palco seria Michelle.

Ela fala muito bem, ao contrário do marido. Tem um domínio de cena que ele nunca teve. Seu vocabulário é muito mais rico do que o dele. E a ela é permitido expor suas ideias sem restrições.

E Michelle o fez. Ao falar para uma plateia de mulheres, disse:

“Visando identificar novas lideranças, nós queremos, presidente Valdemar, erradicar a cota dos 30%. Nós queremos a mulher na política pelo seu potencial. Porque nós acreditamos que mulher na política, ela, de fato, faz acontecer”.

Valdemar, de sobrenome Costa Neto, é o presidente do PL. Ele só falta babar na gravata quando ouve Michelle. Ocorre que a fala de Michelle provocou mal-estar entre as mulheres ali reunidas.

E mais tarde, em vídeo postado nas redes sociais, ela recuou:

“Retificando: eu sou a favor da cota, sim! Nós queremos mulheres na política pelo seu potencial, pelo seu protagonismo. Nós não queremos apenas cumprir uma cota de 30%, nós acreditamos no potencial de cada mulher que entra na política brasileira”.

Você não pode dizer uma coisa de manhã e o oposto à tarde. Bolsonaro fez isso muitas vezes, e ainda faz, mas seus seguidores fanáticos não estavam nem aí para isso.

Michelle ainda não tem seguidores fanáticos, está apenas sendo testada. Não é nada fácil, de repente, passar de dona de casa a animadora de auditório bem-sucedida.

Deve ser perdoada pelo pecadilho.