Os Bolsonaro querem reescrever a história do Brasil

O que pesará quando chegar a hora

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1 de 1 Imagem colorida de família bolsonaro - Metrópoles - Foto: Reprodução / Instagram

O que credencia Michelle, Flávio, o Zero Um, ou Eduardo, o Zero Três, a se lançarem candidato à Presidência da República? A trajetória política deles? Sua experiência como gestores? O que já fizeram pelo bem do país? O reconhecimento dos seus contemporâneos? O que pensam e se propõem a fazer?

A resposta é somente uma: o sobrenome.

Michelle, segundo a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante-de-ordem de Bolsonaro, estimulou o marido a tentar dar o golpe para permanecer no poder. Flávio notabilizou-se pelo esquema de rachadinha à época em que era deputado estadual no Rio. Escapou da Justiça por ser filho de quem é.

E Eduardo por migrar para os Estados Unidos sob o pretexto de que ali poderia salvar o pai da condenação atuando junto ao governo de Trump. Trocou o mandato de deputado federal que o eleitor paulista lhe deu pelo de lobista dos interesses da família. Advogou a favor do tarifaço sobre produtos do seu próprio país.

Eduardo é carta fora do baralho justamente por isso, e em breve perderá o mandato. Processado por coação à Justiça, não poderá tão cedo voltar ao Brasil, a não ser que queira ser preso. Flávio é o filho que mais carrega a rejeição ao nome do seu pai, e também o menos carismático. Resta Michelle, que pontua bem nas pesquisas.

Nenhum dos presidentes do Brasil republicano se elegeu tão somente graças ao sobrenome. Nem mesmo os que governaram durante a ditadura militar de 1964 – esses, escolhidos por seus pares generais e referendados por um Congresso emasculado. Michelle e Flávio ambicionam a condição de vir a ser o primeiro.

Vai depender do humor e dos cálculos políticos do chefe do clã, condenado a 27 anos e três meses e que cumpre pena em uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A essa altura, inelegível até completar 105 anos de idade, Bolsonaro só se orienta por um único objetivo: ter sua pena indultada.

É o que de fato ele levará em conta na hora de apontar seu candidato à eleição presidencial do próximo ano. A hora está chegando.

 

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