O que o futuro reserva a Mourão, o vice esculachado por Bolsonaro
O medo de ganhar fama de traidor reduz as opções do general
atualizado
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Depois de prestar-se em Angola ao papel de lobista da Igreja Universal do bispo Edir Macedo a pedido do presidente Jair Bolsonaro, o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, foi presenteado com mais uma desfeita dele.
Bolsonaro disse:
“O vice é igual ao cunhado. Você casa e tem que aturar o cunhado do teu lado. Não pode mandar o cunhado embora”.
E foi mais direto quanto a Mourão:
“O vice é uma pessoa importantíssima para agregar simpatias e o Mourão tem uma independência muito grande e por vezes atrapalha a gente”.
O presidente pode descartar Mourão como seu companheiro de chapa na eleição do ano que vem, mas não precisava esculachá-lo. Mourão sabe que não tem futuro com Bolsonaro, mas tem recusado a sugestão de amigos para que dispute a sucessão dele.
Mourão tem medo de ganhar entre seus colegas de farda a fama de traidor. Se não for candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, irá jogar dominó no Rio com a turma do Forte de Copacabana, e fumar charutos no Leblon.


