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Lula e seus aliados devem ter levado um susto ao lerem no Metrópoles o comentário de Igor Gadelha sob o título “As chances de Tarcísio renunciar ao governo de São Paulo até sábado”.
Sim, o prazo de desincompatibilização para quem queira disputar a Presidência da República só acaba depois de amanhã. Tarcísio já disse que será candidato à reeleição, e não à vaga de Lula.
Disse também que apoiará a candidatura de Flávio Bolsonaro, lançada pelo pai dele quando ainda estava preso na Papudinha, e se ofereceu para coordenar a campanha de Flávio em São Paulo.
Mas, prazo é prazo e ele ainda não se esgotou. Bolsonaro é Bolsonaro, e poderia mudar de ideia, descartar Flávio, e ordenar a Tarcísio que se candidate. Duvido que não fosse atendido.
Foi por extrema lealdade ao presidiário que Tarcísio abandonou a corrida presidencial. Foi também por cálculo: sem a benção de Bolsonaro, ele não teria votos para se eleger.
Lula e o PT sempre temeram a candidatura de Tarcísio porque ela contaria com o apoio sem fissuras da Faria Lima, do agronegócio e da mídia em geral, dos jornalões em particular.
Gadelha ouviu quatro aliados de Tarcísio. Todos responderam que as chances de ele renunciar ao governo de São Paulo são nulas. Um fez questão de acrescentar: “As chances são de -2”.
Suspirei aliviado. Não porque torcesse contra a candidatura de Tarcísio a presidente – como jornalista, não posso torcer por nada, mas registrar os fatos e analisá-los.
Ocorre que no feriadão da Semana Santa, eu não gostaria de ser surpreendido por um fato que fui incapaz de prever. Como as chances de isso acontecer “são de -2”, espero sossego pleno.
É o que desejo para todos os que me toleram com paciência, e para os que me xingam e agridem só por discordarem do que escrevo. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
Feliz Páscoa.


