O nome dele é Romeu Zema, aspirante a candidato antissistema

Mais um lance da sucessão presidencial

atualizado

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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
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1 de 1 o-ex-governador-de-minas-gerais-romeu-zema-concede-entrevista-ao-metropoles-12 - Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) pontifica em dancinhas de salão travestido de moderado e esconde o que fará caso se eleja presidente da República em outubro, Romeu Zema (NOVO), empresário e duas vezes governador de Minas Gerais, se oferece como o candidato mais antissistema entre os disponíveis na praça.

Candidato antissistema, ou “outsider”, é aquele que constrói sua plataforma política na oposição ao establishment, partidos tradicionais e instituições, buscando atrair eleitores insatisfeitos com a política convencional. O discurso foca em mudança radical, combate à corrupção e deslegitimação das elites.

“Meu nome é Zema”, anuncia ele em sua mais recente peça de campanha, apropriando-se de um slogan famoso nas eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1980, as três primeiras depois do fim da ditadura militar de 64. À época, o slogan foi usado por Enéas Carneiro, conhecido por sua atuação como médico e político.

“Meu nome é Enéas”, ele dizia ao fechar suas curtas  falas no horário de propaganda eleitoral gratuita como candidato do PRONA, partido que se fundiu depois com o PL. Conservador do ponto de vista moral e nacionalista extremado, em 1989 ele obteve mais de 360 mil votos, ficando em 12º lugar entre 21 candidatos.

Na eleição de 1994, Enéas foi o terceiro candidato mais votado (4,5 milhões), ficando atrás de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula. Superou Leonel Brizola (PDT) e Orestes Quércia (MDB). Em 1998, ao defender questões polêmicas como a construção da bomba atômica, ficou em quarto lugar (1.447.090 votos).

Zema acha ter encontrado o caminho para se distinguir dos demais candidatos da direita: apresentar-se como o mais radical. De saída, escolheu o Supremo Tribunal Federal como seu alvo. Parece estar se dando bem. Espera que novas pesquisas de intenção de voto o mostrem à frente de Ronaldo Caiado (PSD). A conferir.

Tanto quanto Caiado, Zema promete anistiar Bolsonaro e os demais golpistas do 8 de janeiro de 2023. Mas enquanto Caiado se nega a confrontar o Supremo, ele parte para cima de Alexandre de Moraes, José Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Nesta semana, Gilmar pediu a Moraes que investigue Zema no inquérito das fake news.

Tudo porque Zema divulgou um vídeo nas redes sociais em que um boneco que imita Gilmar e outro que imita Dias Toffoli conversam sobre o escândalo do Banco Master. A propósito do vídeo, Gilmar afirma haver “uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo” e que pretende enfrentá-la.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Gilmar voltou ao assunto ao dizer: “Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”. Corrigiu-se depois, em mensagem postada no X, ex-Twitter:

“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”.

Zema celebra o pedido de desculpas de Gilmar. Vai ter troco. Segue o baile.

 

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