O mito do fim antecipado de Lula

O que se diz lá fora é diferente do que se diz aqui

atualizado

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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1 de 1 lula-sanciona-lei-que-cria-dia-nacional-em-memoria-das-vitimas-da-covid-19-2 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O governo Lula 3 “acabou” no dia em que o Senado rejeitou a indicação do advogado Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Pelo menos, é isso que muitos disseram e escreveram para quem quisesse acreditar. No entanto, a realidade insiste em desmentir o apocalipse político pregado pela oposição.

Dizem também que Lula poderá, a qualquer momento, desistir da reeleição. É um coro que ecoa em sentido absolutamente contrário ao que afirma e faz o próprio presidente. A verdade é pragmática: salvo um problema sério de saúde que o abata — única hipótese em que a renúncia à disputa se tornaria plausível —, o resto é conversa fiada destinada a enfraquecê-lo politicamente.

Há quem argumente: “Ah, mas se ele concluir que a derrota é certa, inventará uma desculpa para sair de cena”. Pois na verdade eu vos digo: nem assim ele sairá. Lula entende que ninguém melhor do que ele saberá defender no palanque as marcas de sua gestão. Se vencer, segue o projeto; se perder, transferirá a faixa presidencial a quem o suceder, deixando como seu maior legado o inegável respeito aos ritos democráticos.

Faltam apenas 144 dias para o primeiro (ou único) turno da eleição de outubro. Enquanto o pessimismo local domina certas bolhas, vozes de peso internacional começam a desenhar um cenário diferente. Que vozes são essas?

Como reportou Thais Bilenky, colunista do UOL, o otimismo vem de onde o dinheiro se move. Aitor Jauregui, analista da BlackRock — a maior gestora de ativos do mundo —, afirmou em conferência fechada para investidores em Nova York que Lula deve, sim, se reeleger. Para Jauregui, a economia continua sendo o fator determinante do voto, e o atual desempenho de Lula torna a vitória do presidente difícil de ser revertida.

Essa percepção não é isolada. Chris Garman, diretor da consultoria de risco político Eurasia para as Américas, seguiu a mesma linha. Curiosamente, nos bastidores do grande capital internacional, nomes da oposição, como o do senador Flávio Bolsonaro, sequer são levados a sério. Para o mercado global, o jogo parece muito mais decidido do que o ruído das redes sociais brasileiras permite transparecer.

A conferir em breve, a conferir para cobranças futuras.

 

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