O jornalismo serve para afligir os satisfeitos e satisfazer os aflitos

Não é apenas mais um negócio como qualquer outro

atualizado

Compartilhar notícia

novas-thumbs_20260320_031908_0000
1 de 1 novas-thumbs_20260320_031908_0000 - Foto: null

Há exatos 22 anos este blog entrou no ar pela primeira vez. Hospedado no IG, provedor de acesso à Internet de banda larga e de acesso discado, era chamado de Blig do Noblat.

À época, blog era uma espécie de diário de adolescentes. Nos Estados Unidos, não mais do que uma dezena de blogueiros profissionais conseguia viver do seu ofício.

O Blog do Noblat ficou hospedado no IG por dois anos. Migrou depois para os sites de O Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, e desde 2021 está no Metrópoles.

Foi o primeiro blog de notícias políticas com atualização diária. Nessa condição, é o mais antigo. O Orkut acabara de ser criado como rede social filiada ao Google. Foi desativado 10 anos depois.

O Facebook mal havia sido lançado. Era ainda uma rede do campus da Universidade de Harvard. O Twitter só apareceu dois anos mais tarde. E o Instagram, seis anos mais tarde.

Em julho de 2004, o blog divulgou sua carta de princípios:

1 – Informar – sempre que possível, dar a informação quando ela acontece ou acabou de acontecer;

2 – Fazer pensar – oferecer a informação comentada, analisada, interpretada;

3 – Servir de espaço livre, democrático, para o debate de ideias.

Com o tempo, a competição pela notícia transferiu-se para o Twitter, onde a versão deste blog tinha até o início desta madrugada um milhão, cento e cinquenta e três mil, quinhentos e noventa seguidores.

Agradeço a todos que garantiram a existência deste blog até aqui, principalmente aos leitores.

Atravessamos juntos as eleições de 2004, 2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016, 2018, 2020, 2022 e 2024. Espero que nada nos impeça de atravessarmos juntos a deste ano.

Republico o que postei aqui no dia 26 de agosto de 2010. É uma maneira de renovar meu compromisso com o jornalismo tal como o entendo.

“Este é um dos mitos cultivados há mais de século: jornalista é imparcial. Ou tem obrigação de ser.

Ninguém é imparcial. Porque você é obrigado a fazer escolhas a todo momento – e, ao fazer toma partido.

Quando destaco mais uma notícia do que outra, faço uma escolha. Tomo partido.

Quando opino a respeito de qualquer coisa, tomo partido.

Cobre-se do jornalista honestidade.

Não posso inventar nada. Não posso mentir. Não posso manipular fatos.

Mas posso errar – como qualquer um pode. E quando erro devo admitir o erro e me desculpar por ele.

Cobre-se do jornalista independência.

Não posso omitir informações ou subvertê-las para servir aos meus interesses ou a interesses alheios.

Se me limito a dar uma notícia, devo ser objetivo. Cabe aos leitores tirarem suas próprias conclusões.

Se comento uma notícia ou analiso um fato, ofereço minhas próprias conclusões. Cabe aos leitores refletir a respeito, concordar, divergir ou se manter indiferente.

Jornalista é um incômodo. E é assim que deve ser. Se não for, jornalista não é.

O jornalismo serve para afligir os satisfeitos e satisfazer os aflitos.”

 

Todas as colunas do Blog do Noblat no Metrópoles

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comBlog do Noblat

Você quer ficar por dentro da coluna Blog do Noblat e receber notificações em tempo real?