O desastre da indicação de Messias para o STF poderia ter sido evitado

Cadê os articuladores políticos do governo Lula?

atualizado

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Reprodução/Ricardo Stuckert
Messias e Lula
1 de 1 Messias e Lula - Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert

Uma coisa é certa: Lula, os que o cercam e o PT com raras exceções, foram pegos de surpresa com a recusa do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. De todos os senadores com os quais Messias nos últimos meses, apenas 36 lhe garantiram seus votos.

Messias e os que o ajudaram apostaram que ele cresceria na reta final da campanha – e ele não cresceu. Como foi possível o tremendo engano? Como foi possível que, a poucos dias da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ninguém tivesse soado o alarme diante do desastre anunciado?

Algo poderia ter sido feito para retardar ou adiar a sabatina e a votação no plenário. Qualquer coisa teria sido melhor do que uma derrota humilhante. Messias fez o que estava ao seu alcance, reinventando-se, abrindo mão de convicções arraigadas para se adequar às expectativas da maioria dos senadores.

De nada adiantou. Foi uma grave falha da coordenação política do governo, ou da falta de coordenação. Na maioria das vezes, o candidato em campanha acha que vencerá, ou acredita, ou quer acreditar que vencerá. É natural e compreensível. Os que o assessoram é que têm de ser mais realistas do que ele.

David Alcolumbre deu todos os sinais, todos, de que estava pronto para dar o troco em Lula que não se rendeu à sua vontade de indicar outro nome – no caso, Rodrigo Pacheco (PSD), ex-presidente do Senado, a quem ele sucedeu. Quanta ironia: Pacheco é candidato ao governo de Minas Gerais com o apoio de Lula.

Só falta descobrir que Pacheco não votou em Messias. Mal terminou a sessão do Senado, Pacheco, conhecido também como Pirilampo, que ora acende, ora apaga, bateu em retirada. Alcolumbre foi para casa fingindo nada ter a ver com o que aconteceu. Convocado por Lula, Messias partiu ao seu encontro.

Lula mandou dizer a quem interessar que o Senado é soberano e que suas decisões merecem respeito. Mas está sob pressão para retaliar Alcolumbre, demitindo seus afilhados empregados no governo. Para conselheiros de Lula, a hora é de declarar guerra a Alcolumbre. E de avançar com medidas de cunho eleitoral.

 

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