Não chorem por Michelle, bolsonaristas. Ela não será nossa Isabelita

Se a eleição fosse hoje… Mas ela não é hoje

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Imagem colorida de Celina Leão ao lado de Michelle Bolsonaro, no Rio de Janeiro
1 de 1 Imagem colorida de Celina Leão ao lado de Michelle Bolsonaro, no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução

Fala-se de Michelle como um dos nomes prováveis da direita para herdar os votos do marido nas eleições de 2026. Ela pontua bem nas pesquisas. Mas assim como herda os votos, herda também a pesada rejeição a Bolsonaro que só fará aumentar até lá.

Michelle não é unanimidade nem mesmo entre os filhos do marido. A filha dela com Bolsonaro, a adolescente Laurinha, presenteada pelo pai com certificado falso de vacina contra a Covid-19 para poder entrar nos Estados Unidos, ainda não pode votar

Dos quatro filhos Zero de Bolsonaro com suas duas ex-mulheres, uma delas, vereadora no Rio. derrotada pelo próprio filho Carlos, pelo menos dois aptos a votar não admitem votar em Michelle com quem não se dão bem. Um é Carlos; o outro, Jair Renan.

É uma família do barulho, cujo patriarca, um paranóico, acha-se cercado de inimigos que já tentaram matá-lo uma vez com uma faca em Juiz de Fora, e que a qualquer momento poderão tentar de novo. Quem o esfaqueou foi um perturbado mental, preso depois.

Não chorem por Michelle, admiradores do casal, não chorem. Ela não será a Isabelita Perón do Brasil, a dançarina argentina, terceira mulher do presidente Juan Domingo Perón, que como vice-presidente eleita junto com ele o sucedeu depois de sua morte.

Isabelita governou a Argentina entre 1º de julho de 1974 e 26 de março de 1976, quando os militares deram um golpe de estado e a derrubaram. Isabelita ficou na Argentina em prisão domiciliar por cinco anos, antes de exilar-se na Espanha. Está viva.

Michelle está vivinha da silva, cuida-se bem, e despertou para a política quando Bolsonaro precisou dela como cabo eleitoral para se reeleger presidente. Uma vez que gravou vídeos para o marido e subiu em palanques, apaixonou-se pela ideia de disputar um mandato.

Acontece que, se depender de Bolsonaro – e depende -, ela não será candidata a presidente em 2026. Falta-lhe “experiência”, diz o marido. Mas não lhe falta, acredita ele, para que se candidate a uma vaga no Senado, desde que sua eleição seja líquida e certa.

Bolsonaro e sua turma estão à procura de um candidato capaz de enfrentar Lula e com chances de vencê-lo. Por ora, só enxergam um: Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que deverá migrar em breve do partido Republicano para o PL de Valdemar Costa Neto.

Tarcísio, por enquanto, nada tem a perder com o assédio bolsonarista. Ele só aceitará ser candidato a presidente daqui a dois anos se Lula estiver mal, muito mal nas pesquisas. Do contrário, será candidato à reeleição. É moço e pode esperar que a fila ande.

O que significa Lula estar mal nas pesquisas? Significa estar abaixo dos 35% de aprovação. Pesquisa do instituto Atlas/Intel, que ouviu 1.904 pessoas entre os dias 3 e 6 de maio, apontou que a aprovação dele subiu de 47%, em março, para 50,8%.

A aprovação do governo também subiu – no caso, quase 5 pontos percentuais. Era de 38% em março, passou para 42,9%. Lula comemorou os resultados sem fazer alarde. Ele não comenta pesquisas porque elas não passam de um retrato do momento.

Sim, mas se a eleição fosse hoje? Mas a eleição não é hoje.

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