Lula procura uma saída do seu labirinto

O tempo corre contra ele

atualizado

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Patrick Rodrigues/NSC
Imagem colorida de labirinto
1 de 1 Imagem colorida de labirinto - Foto: Patrick Rodrigues/NSC

Se a eleição presidencial de outubro próximo fosse hoje… Ocorre que não é. Faltam 175 dias para o primeiro turno. Se fosse hoje, Lula derrotaria Flávio Bolsonaro por 39% a 35% dos votos válidos, excluídos os votos em branco e nulos.

Se a eleição presidencial em segundo turno fosse hoje, e levando-se em conta a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Lula e Flávio terminariam empatados. Ou então Flávio derrotaria Lula por uma diferença minúscula de votos.

É o que mostra a nova pesquisa Datafolha divulgada ontem, no início da tarde. O instituto entrevistou 2.004 eleitores em 137 cidades do país entre terça (7) e quinta-feira (9). Flávio ficou feliz com os resultados, e Lula preocupado, embora negue.

Na comparação com a pesquisa aplicada em março último pelo Datafolha, o registro mais relevante é que apenas dois candidatos cresceram na simulação do primeiro turno: Flávio (+2) e Ronaldo Caiado (+1). Lula ficou estável. Os demais recuaram.

O candidato que mais cresceu na simulação do segundo turno foi Caiado, reduzindo a distância para Lula em oito pontos: 42% a 45%. O placar se repete quando o nome testado é o de Zema. No cenário Lula x Flávio, Flávio venceria Lula por 46% a 45%.

No quesito rejeição, 48% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula de jeito nenhum, contra 46% que disseram o mesmo em relação a Flávio. Por serem menos conhecidos do que Lula e Flávio, a rejeição a Caiado e a Zema é de 16% e 17%.

Quanto ao perfil do eleitorado, pouca surpresa. Lula tem intenção de voto acima de sua média entre os 28% menos instruídos (50%), os 47% mais pobres (44%) e os 26% dos nordestinos (55%). São todos estratos com margens de erro próxima da geral.

Flávio tem 49% entre os 2% mais ricos, mas nesse caso a margem de erro da pesquisa é de 13 pontos. Vai melhor, com 41%, no segmento de classe média mais alto, que ganha de 5 a 10 salários mínimos (9% da amostra, com 8 pontos de margem de erro).

Como aconteceu com seu pai quando se elegeu presidente em 2018, Flávio vence entre os 29% de evangélicos, com 49% das intenções de voto ante 25% das de Lula. Quando o entrevistado faz parte dos 49% de católicos, Lula marca 43% e Flávio, 30%.

A avaliação negativa do governo Lula se manteve estável em 40% , enquanto a positiva recuou de 32%, em março, para 29% agora. Sobre o desempenho de Lula na Presidência, a reprovação oscilou de 49%, em março, para 51%; e a aprovação, de 47% para 45%.

Na política, incumbente é o detentor do cargo mais expressivo. Ele costuma crescer à medida em que se aproxima a data da eleição. Com Lula, dá-se o contrário, e quase já se passaram quatro meses do seu último ano de governo. O tempo corre contra ele.

Um labirinto é uma estrutura complexa com caminhos confusos projetados para dificultar a saída. É nessa situação que Lula está.

 

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