Lula espera o adversário obrigado a defender Bolsonaro em 2026

Se a eleição fosse hoje, ele derrotaria qualquer um

atualizado

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Divulgação/ Ricardo Stuckert/PR
Foto colorida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Sorocaba (SP).
1 de 1 Foto colorida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Sorocaba (SP). - Foto: Divulgação/ Ricardo Stuckert/PR

Se parto do princípio de que Bolsonaro, uma vez condenado pelo Supremo Tribunal Federal em setembro, não deseja perder relevância, muito menos sair de cena em definitivo, ele só apoiará Tarcísio de Freitas ou qualquer outro candidato a presidente em 2026 se tiver muito a ganhar com isso. De graça, não.

Por exemplo: sua liberdade via um indulto presidencial ou uma anistia patrocinada por quem derrotar Lula. E cargos no governo para que ele os preencha com seguidores fiéis. Além de apoio para que no futuro Bolsonaro possa retornar à política e candidatar-se a algum posto. Um preço muito caro a ser pago?

Tarcísio já disse estar disposto a pagar. Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e Romeu Zema, governador de Minas Gerais, disseram o mesmo. Ratinho Júnior, governador do Paraná,  hesita. Quanto aos consanguíneos de Bolsonaro: Eduardo, o embaixador do tarifaço, bate o pé e quer substituir o pai como candidato.

Carlos, o vereador, não tem cacife para disputar esse jogo, nem gosto.  Mas o pai sempre o escuta. E Michelle, ou “Micheque”, ou “MiPix”, embora compartilhe com Eduardo a mesma ambição, se conformará em disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Ou talvez a vice do candidato da direita a presidente.

O senhor da razão – ou melhor: da questão – é Bolsonaro. Só ele sabe o que fará. A direita é refém dele e continuará refém até que Bolsonaro tome sua decisão. Se ela favorecer um nome fora da família, ele não precisará ter pressa. Se favorecer um nome extrafamiliar, a decisão terá que ser anunciada até final de março.

Manda a lei que governadores no exercício do cargo e que queiram concorrer à Presidência ou ao Senado devem renunciar ao cargo no início de abril. Dos atuais aspirantes à Presidência, somente Tarcísio poderá se candidatar à reeleição. Os demais são governadores reeleitos, de olho também numa vaga de senador.

Tarcísio é o único a dar-se ao luxo de estar em campanha pelos dois cargos: o de presidente e o de governador. As pesquisas de intenção de voto o apontam como favorito para o governo de São Paulo. Para presidente, ele seria derrotado por Lula se a eleição fosse hoje. Mas a eleição será em outubro do próximo ano.

Tarcísio também é o único a dizer que só concorrerá à Presidência se obtiver em tempo hábil a benção de Bolsonaro, a quem deve o cargo de governador. Esperteza de político? Não, lealdade de militar. Ele nunca foi político até Bolsonaro convencê-lo a ser.  Sua cabeça ainda é de militar que obedece às ordens do seu chefe.

Para Lula, não fará grande diferença quem será seu adversário. Em 2022 foi o Bolsonaro. Agora será alguém obrigado a defender Bolsonaro durante toda a campanha. Que tal? Um fardo.

 

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