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Hoje é dia de fusão do DEM com o PSL. Confusão ficará para depois

União Brasil nasce com a maior bancada de deputados federais, mas em breve ela perderá tal condição com a saída dos bolsonaristas

atualizado 06/10/2021 6:05

ACM Neto, Luciano Bivar e Jair Bolsonaro Montagem com fotos de Reprodução/Instagram, Luis Macedo/Agência Câmara e Rafaela Felicciano/Metrópoles

Uma convenção nacional dos dois partidos marcará, hoje, a fusão do depauperado DEM de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, com o PSL órfão de Jair Bolsonaro, do astuto deputado Luciano Bivar (PE).

Confusão ficará para depois quando começar a briga pelo dinheiro dos fundos partidário e eleitoral, um de 140 milhões de reais, o outro de 320 milhões. Da mistura dos dois partidos virá à luz o União Brasil, a mais nova sigla da política brasileira.

O DEM entra com um elenco de nomes conhecidos, entre eles  o de Ronaldo Caiado, governador de Goiás. O PSL, com o maior número de deputados. Da soma dos dois emergirá a maior bancada da Câmara. Uma soma momentânea, diga-se.

Estima-se que parte dos deputados do PSL, e alguns do DEM, trocará o União Brasil pelo partido a que Bolsonaro se filiar. Mas o novo partido poderá atrair nomes de peso, como o governador de Minas, Romeu Zema, e Geraldo Alckmin, de saída do PSDB.

Jura ACM Neto, por todos os orixás da Bahia, que o União Brasil não apoiará a reeleição de Bolsonaro, no que concorda Bivar. E que terá candidato próprio a presidente para as eleições do ano que vem, e para mais de uma dezena de governos estaduais.

Se topar, o ex-juiz Sérgio Moro poderá ser o candidato a presidente. (Olha a terceira via aí, gente!)

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