HÁ VINTE ANOS – O racismo argentino de sempre, até no futebol

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Igo Estrela/Metrópoles
Homem mostra cartão vermelho contra racismo - metrópoles
1 de 1 Homem mostra cartão vermelho contra racismo - metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Julio Grondona, presidente da Associação Argentina de Futebol (a CBF de lá), saiu em defesa do jogador Leandro Desábato e disse ao jornal Olé, de Buenos Aires, que ele não deve pedir desculpas a ninguém porque nada fez de incorreto durante a partida que seu time jogou contra o São Paulo pela Taça Libertadores.

“Culparam alguém que nada tem a ver. Trata-se de um rapaz do interior, uma pessoa que conheço. Uma ótima pessoa. Muitas vezes se defende algo indefensável, mas esse não é o caso” – argumentou Grondona que é também vice-presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

Desábato está preso em São Paulo desde ontem à noite porque chamou Grafite de “negrito” e disse a ele que enfiasse “uma banana no cú”. Deverá ser solto nas próximas 48 horas por meio de um habeas-corpus. O governo brasileiro emitiu nota oficial assinada pelo ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, condenando a atitude do jogador argentino.

 

(Publicado aqui em 17 de abril de 2005)

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