HÁ VINTE ANOS – Amanhã, Getúlio Vargas se matará com um tiro

Uma volta ao passado

atualizado

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Arquivo Nacional
Getúlio Vargas desfila no Rolls-Royce durante um evento em Volta Redonda, no Rio de Janeiro - Metrópoles
1 de 1 Getúlio Vargas desfila no Rolls-Royce durante um evento em Volta Redonda, no Rio de Janeiro - Metrópoles - Foto: Arquivo Nacional

16:58

Vai ser assim a partir da meia-noite de hoje: faremos de conta que é terça-feira 24 de agosto de 1954. E que o presidente da República se chama Getúlio Vargas. E que ele está sendo pressionado por generais, almirantes e brigadeiros para renunciar ao cargo. À medida em que os fatos forem se sucedendo, eles aqui serão postados mais ou menos quando ocorreram.

Getúlio encerrará uma reunião de emergência com seus ministros em torno das 4 da madrugada. Em seguida irá dormir. E dali a mais duas ou três horas será acordado pelo irmão. Dará o tiro no peito por volta das 8h – vocês ficarão sabendo detalhes disso 20 ou 30 minutos depois. E assim por diante.

Lá pelas 10h, quando manifestações de protesto estarão sendo registradas por todo o país, começarão a ser postados aos poucos depoimentos e artigos como se tivessem sido escritos logo depois do suicídio de Vargas. A situação econômica do país, por exemplo, será analisada pelo economista Raul Velloso.

O jornalista Jânio de Freitas, então repórter do Diário Carioca, contará o que viu ao longo da madrugada de plantão na porta do Palácio do Catete. Millôr Fernandes narrará seu encontro com uma amiga pouco antes de saber que Getúlio se matara. E o Diretor de O Estado de S. Paulo, Ruy Mesquita, lembrará que estava no Rio e que se reconciliara com Carlos Lacerda.

Pedro Simon era um estudante de 17 anos. E como tal, refletirá sobre o impacto da morte de Getúlio no Rio Grande do Sul. O ministro José Viegas, da Defesa, revelará como a morte de Getúlio o livrou da prisão. Em entrevista ao blog, um menino de 10 anos, de nome Cristovam Buarque, contará o que se passou em sua casa no Recife. E muitas outras pessoas, famosas hoje ou não, também falarão.

Quem quiser poderá ouvir o então deputado Afonso Arinos, da UDN, discursando na Câmara em 13 de agosto de 1954, exigindo a renúncia de Getúlio. Foi um discurso que entrou para a História. E 10 músicas e comerciais de rádio que fizeram sucesso em 1954.

(Publicado aqui em 23 de agosto de 2004)

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