Escavando os porões do golpe fracassado de 8 de janeiro

Generais suspeitos

atualizado

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Igo Estrela/Metrópoles
planalto militares - 08 de janeiro de 2023
1 de 1 planalto militares - 08 de janeiro de 2023 - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Sabia-se que na noite de 8 de janeiro, dia da fracassada tentativa de golpe em Brasília, o então comandante do Exército, Júlio Cesar de Arruda, impediu a prisão de bolsonaristas acampados à porta do QG do Exército. Dali haviam saído para depredar prédios públicos na Praça dos Três Poderes; para ali voltaram.

Sob o comando do interventor federal Ricardo Cappelli, secretário-geral do Ministério da Justiça, um destacamento da Polícia Militar do Distrito Federal foi até o local realizar as prisões. O general postou dois blindados para impedir a entrada da tropa. Ele e Capelli bateram boca. As prisões só aconteceram no dia seguinte.

O general alegou que àquela hora poderia haver uma carnificina. Os ministros Flávio Dino (Justiça) e José Múcio Monteiro (Defesa) foram ao encontro do general para garantir-lhe que não haveria nada. A discussão entre eles esquentou, a ponto de o general dizer que seu poder de fogo era maior e que seria usado se necessário.

Sabe-se agora que não foi a primeira vez que a Polícia Militar tentou desmontar o acampamento. À CPI da Câmara Legislativa que investiga o golpe, o ex-secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo, contou que no final de 2022 foi o general Henrique Dutra de Menezes, do Comando Militar do Planalto, que não deixou.

“As operações que a gente tentou realizar ali, por vezes, foram interrompidas porque ele [Dutra de Menezes] dizia que tinha ordens para que não fossem realizadas naquele dia. Ele dizia que eles fariam essa desobstrução por conta própria”, revelou Danilo.

Quem dava as ordens para protelar o desmonte do acampamento? O general Júlio Cesar. Quem ordenara ao comandante que antecedeu Júlio Cesar no cargo para tolerar a malta bolsonarista nas cercanias do QG? O presidente da República por meio do ministro da Defesa à época, o general Paulo Sérgio de Oliveira.

Toda essa gente deveria ser ouvida pela CPI. Será?

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