Brutal erro de Bolsonaro deixa a direita sem candidato a presidente

Não se despreze, porém, a entrada em campo do acaso

atualizado

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Imagem colorida mostra poltrona dada a Jair Bolsonaro - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra poltrona dada a Jair Bolsonaro - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Antes do anúncio do tarifaço de Donald Trump, a direita tinha meia dúzia de aspirantes a candidato a presidente dispostos a enfrentar Lula nas eleições do próximo ano. À partida, o mais forte era Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo.

Mas os governadores de Minas Gerais (Romeu Zema, NOVO), Paraná (Ratinho Júnior, PSD) e Goiás (Ronaldo Caiado, União) vinham juntos, seguidos por candidatos puro sangue de Bolsonaro (Michelle, a ex-primeira-dama, e o deputado licenciado Eduardo).

Em comum, todos esperavam a benção de Bolsonaro tão logo ele fosse condenado e preso pelo Supremo Tribunal Federal. Então, não daria mais para Bolsonaro insistir com a farsa de que o candidato da direita seria ele mesmo e mais ninguém.

O tarifaço de Trump deixou a direita sem candidatos com chances de derrotar Lula. Uma vez que Bolsonaro associou-se às duras medidas que, se não revogadas, prejudicarão o Brasil, quem se arriscará a trocar o quase certo por algo inteiramente duvidoso?

O quase certo, por exemplo, é a reeleição de Tarcísio em São Paulo. O quase certo é a eleição para o Senado de Ratinho, Caiado e Michelle, essa pelo Distrito Federal.  Zema só tem votos para se eleger deputado federal. Eduardo está na mira da justiça.

Isso quer dizer que a direita não disputará a eleição presidencial de 2026? Longe disso. Quer dizer: ela se dividirá e disputará muito mais enfraquecida. Isso quer dizer que Lula será reeleito? Vai depender de como enfrente o tarifaço e governe até lá.

Caso recupere parte da popularidade perdida e governe bem, Lula deve ir para seu quarto e último mandato. Salvo… (Há sempre um “salvo” para justificar o erro de qualquer previsão.) Salvo se o acaso quiser brincar com Lula. O acaso gosta de brincar.

Volto a repetir: não esqueçam que a política é como as nuvens. Você as observa e elas estão de um jeito. Daqui a instantes, estão de outro. O futebol também tem dessas coisas, embora menos.

Depois de bater o Real Madrid por 4 x 0, o PSG foi para a final do Mundial de Clubes como favorito. O Chelsea o derrotou por 3 x 0.

Em tempo: passa da hora do Jair preso. Sem anistia.

 

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