Bolsonaro paga para ver. Alexandre de Moraes dobra a aposta

O jogo está próximo do fim

atualizado

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Igor Estrela/Metrópoles
Bolsonaro e Alexandre de Moraes
1 de 1 Bolsonaro e Alexandre de Moraes - Foto: Igor Estrela/Metrópoles

A pergunta que não cala, mas que ninguém responde: para não irritar Donald Trump, e não fazê-lo sancionar ainda mais os ministros do Supremo Tribunal Federal que julgam Bolsonaro e os e demais golpistas de 2022 e 2023,  o que o Brasil poderia fazer?

Começa que o Brasil, no caso o governo, nada poderia fazer.  Só quem poderia fazer alguma coisa seria o Supremo. Mas o quê? Suspender o julgamento? Dar por não dito tudo que já foi dito? Revogar a inelegibilidade de Bolsonaro que irá até 2030?

É isso que Trump quer: Bolsonaro candidato a presidente nas eleições de 2026. A ver de Trump, Bolsonaro é um perseguido político, e Alexandre de Moraes uma ameaça à democracia. Apenas Bolsonaro seria capaz de derrotar Lula, o comunista.

Trump não terá a vontade satisfeita. Sua intervenção em assuntos internos do Brasil piorou a situação de Bolsonaro. Uma vez que Bolsonaro desrespeitou a ordem de não acessar as redes sociais, Moraes decretou sua prisão preventiva. Ou ele não desrespeitou?

A ordem dizia que, além de proibido de usar redes sociais, Bolsonaro não poderia gerar conteúdo para ser disseminado nas redes por terceiros. Mas a pedido do filho Flávio, ele gravou um vídeo dirigido ao público reunido em Copacabana para defendê-lo.

Não só para defendê-lo, mas também para atacar o Supremo. A fala de Bolsonaro, primeiro, foi postada nas redes por Flávio e reproduzida por milhares de pessoas, consumando o desrespeito à ordem de Moraes. Em seguida, Flávio a apagou.

Vai dizer que Flávio desconhecia a ordem? Vai dizer que só a apagou depois de advertido por advogados? Vai dizer que Bolsonaro não sabia que sua fala seria postada nas redes? Vai dizer que ele gravou a fala só para guardar como lembrança?

À falta do que dizer, os bolsonaristas desviam o foco da discussão para o direito à livre manifestação de pensamento. Ora, Bolsonaro pode expressar o que pensa por meio de entrevistas, mas não por meio de terceiros via redes sociais, ponto final.

Bolsonaro tinha a opção de cumprir ou não a ordem de Moraes. Descumpriu-a porque quis e arca com as consequências. Moraes não tinha opção. Se não o punisse se desmoralizaria, e por extensão, desmoralizaria o tribunal do qual faz parte.

Trump pode aplicar ao mundo tarifaço do tamanho que quiser. Mas para livrar Bolsonaro da cadeia, só movimentando tropas e invadindo o Brasil. A loucura de Trump não chega a tanto.

 

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