Bolsonaro está nem aí se o Senado rejeitar Mendonça para o STF
São 72 dias exposto ao sol e à chuva. Chuva não, porque Brasília enfrenta uma inclemente seca
atualizado
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Derrete como gelo ao sol a pino a nomeação de André Mendonça para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. No ritmo que vai, em breve não restará nada.
Mas pensa que o presidente Jair Bolsonaro se importará com isso? Nem um pouco. Ele honrou o compromisso que assumiu com parte dos seus devotos de indicar para a vaga um ministro terrivelmente evangélico. O Senado foi quem não quis.
Bolsonaro já ouviu de David Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que ali não haverá votos suficientes para aprovar o nome de Mendonça. E se houvesse, faltariam votos no plenário.
A Alcolumbre Bolsonaro respondeu que cumpriu sua palavra e que não vai retirar a indicação. Dito de outra maneira: como Pilatos, lavou as mãos. Hoje faz 72 dias que o presidente anunciou que Mendonça era sua escolha.


