As condições que Tarcísio impõe para se candidatar a presidente

Nada mais, nada menos, e ele está certo

atualizado

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Isabella Finholdt/ Metrópoles
Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro
1 de 1 Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro - Foto: Isabella Finholdt/ Metrópoles

Aos que me estimulam a ser candidato a presidente da República no próximo ano (por ora, ninguém), respondo com uma frase famosa do jurista e tribuno baiano Ruy Barbosa, que se candidatou três vezes a presidente no início do século passado e perdeu:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”

Atualizando a frase: nem vem que não tem.

Procurem Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que embora negue seu desejo de se candidatar a presidente em 2026, é só no que pensa.  Mas, para isso, Tarcísio impõe uma série de condições e não as esconde. As principais são estas:

1.     Que Bolsonaro o apoie sem risco de mais adiante dar para trás;

2.    Que Bolsonaro indique o vice se quiser, desde que não seja sua mulher e nenhum dos filhos. Porque, do contrário, Tarcísio seria acusado de não passar de um pau mandado dele, o que prejudicaria sua candidatura;

3.    Se possível, só se for possível, que Bolsonaro não o obrigue a se comprometer em público em indultá-lo e aos demais golpistas de dezembro de 2022 e janeiro de 2023. É o que Tarcísio fará caso se eleja. Mas ele não gostaria de dizer para todo mundo;

4.    Que Bolsonaro anuncie seu apoio a ele em tempo hábil, o que significa até o fim deste ano. Não se larga um governo como o de São Paulo em cima da hora, ou seja: 1º de abril, diz a lei;

5.    Que todos os partidos de direita, ou pelo menos os maiores, de fato o apoiem. Sem essa conversa de que todos o apoiarão no segundo turno. Ele quer o apoio desde a largada para fechar as portas a um aventureiro que possa o ameaçar;

6.    Que a economia do país, hoje em processo de recuperação, dê meia volta e piore, arrastando Lula ladeira abaixo. Esta é a condição vital. Porque de vezes anteriores, Lula foi dado como morto e ressuscitou. Ele é sempre um perigo.

Tarcísio está no melhor dos mundos. O ideal seria que Lula, por razões de saúde ou outras, desistisse de disputar o quarto mandato. Mas uma vez que as condições impostas por Tarcísio sejam satisfeitas, ele irá para o confronto com Lula.

Se não…

Não trocará uma reeleição certa para o governo de São Paulo por uma duvidosa para presidente. Lula está no final da carreira. A de Tarcísio mal teve início. Por que interrompê-la com um fracasso? 2030 é logo ali para os que podem esperar, e Tarcísio pode.

Não esqueçam que Tarcísio é engenheiro por formação. E um engenheiro sabe fazer cálculos.

 

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