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A resposta que Gleisi Hoffmann, presidente do PT, fica devendo

É louvável a maneira pela qual Daniel Ortega se reelegeu para presidir a Nicarágua?

atualizado 11/11/2021 10:14

Gleisi Hoffmann Rafaela Felicciano/Metrópoles

Na condição de presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR) deve uma explicação: o que seu partido acha da eleição pela quarta vez consecutiva de Daniel Ortega para presidente da Nicarágua e das circunstâncias em que ela se deu?

O PT não é obrigado a comentar o resultado de eleições em outros países, ocorre que sempre o faz quando está em jogo a sorte de um antigo aliado. Foi o caso do coronel Hugo Chávez, na Venezuela, do seu sucessor Nicolás Maduro, e de Evo Morales, na Bolívia.

É também o caso de Ortega, membro da Frente Sandinista de Libertação, um guerrilheiro que pegou em armas para derrubar a ditadura de Anastasio Somoza apoiada pelos americanos. Na prática, Ortega corrompeu a democracia que dizia defender.

Governa com mão de ferro. Mandou prender sete candidatos a sucedê-lo. Venceu mais uma eleição fraudada que registrou abstenção de 80%. A Secretaria Internacional do PT soltou nota louvando o processo eleitoral na Nicarágua.

Gleisi limitou-se a desautorizar a nota alegando que ela não fora submetida ao exame da direção do PT. Mas foi só por isso? Cabe perguntar: o que o PT achou da forma como Ortega se reelegeu? O distinto público tem o direito de saber.