A noiva a ser disputada no segundo turno por Lula e Flávio

Kassab, o mago

atualizado

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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Kassab defendeu Tarcísio
1 de 1 Kassab defendeu Tarcísio - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Tudo o que é sólido ou parece sólido desmancha no ar. E foi o que aconteceu com a candidatura a presidente da República de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo. Ela não resistiu às más traçadas linhas da carta do presidiário Jair Bolsonaro de apoio a Flávio para sucedê-lo como dono dos seus votos.

Estava escrito nas estrelas que seria assim, mas não na imprensa porta-voz da direita de fraque e cartola. Essa torceu por Tarcísio até o último minuto da prorrogação. Vez em quando ainda se lê ou se escuta alguém dizer que Bolsonaro, mais adiante, poderá mudar de opinião. Tantas vezes já não o fez, não é verdade?

Quem sabe não o fará se remetido em breve à prisão domiciliar? Ou se Flávio, o menos carismático dos Zeros, e o mais vulnerável a denúncias de corrupção, empacar nas pesquisas de intenção de voto? Por ora, ele vai bem, obrigado.  Se a eleição fosse hoje, Flávio enfrentaria Lula no segundo turno.

Segundo a Quaest, em agosto do ano passado, Lula tinha 48% de intenção de voto, caiu para 46% em dezembro e oscilou para 45% em janeiro. No mesmo período, Flávio passou de 32% para 36% e 38%. A manter-se tal progressão, a próxima, como a de 2022, será outra vez uma eleição duramente disputada. A não ser…

A não ser que prevaleça o desejo por mudança entre os eleitores que não gostariam de votar em Lula nem em um bolsonarista raiz. A não ser que decole um dos três aspirantes a candidato a presidente pelo PSD de Gilberto Kassab, o mago do momento. Os três se resumem a um: Ratinho Júnior, governador do Paraná.

Ao fundar o PSD, Kassab disse que seu partido não seria de direita, nem de esquerda, nem de centro; seria, simplesmente, “a favor do Brasil”. Virou uma espécie de franquia. E cresceu a galope, juntando-se à direita, à esquerda e ao centro de acordo com as conveniências locais dos seus franqueados a cada nova eleição.

Mais uma vez será assim. O PSD detém três ministérios no governo Lula, mas Kassab apoiará a reeleição de Tarcísio. Ratinho Júnior promete indultar a pena de Bolsonaro caso se eleja, mas sobre isso Kassab se cala. Em uma dezena de Estados, o PSD poderá marchar com Lula, ignorando Ratinho. Fazer o quê?

O PSD nada tem a perder ao se oferecer como opção a Lula e a Flávio. Se não ultrapassar a barreira do primeiro turno, será a noiva mais disputada no segundo. E cobrará caro por isso, muito caro. De resto, 2030 é logo ali.

 

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