À espera de Francisco II ou de João Paulo III. Pior seria Bento XVII

Dois passos à frente, um atrás

atualizado

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Reprodução/Vaticano News
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1 de 1 imagem colorida papa francisco caixao - Foto: Reprodução/Vaticano News

Dizem os vaticanistas, correspondentes de meios de comunicação acreditados junto à sede da Igreja Católica, que os cardeais que entram na Capela Sistina como aspirantes a Papa saem de lá do mesmo jeito que entraram.  O Espírito Santo tem seus caprichos, e a ambição demasiada pode ser vista como um pecado.

A observação dos vaticanistas é sempre lembrada quando um Papa morre e os cardeais se trancam para escolher seu sucessor. Mas ela não se aplica a todos os casos. Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli, que governou a Igreja entre 1939 e 1958, entrou na capela como candidato favorito e de lá saiu como Pio XII.

Ex-Núncio Apostólico na Alemanha, ele assistiu ao nascimento e à morte do nazismo, mas sentiu-se obrigado como Papa a negociar com Hitler durante a 2ª Guerra Mundial. Documentos oficiais do Vaticano sugerem que ele sabia do extermínio de judeus em campos de concentração, calando-se, porém,  para proteger os católicos.

Angelo Roncalli, patriarca de Veneza com 76 anos de idade, não era cotado para suceder a Pio XII. De origem camponesa, levava uma vida pacata e nunca foi considerado um reformador. Sua eleição surpreendeu. Com o nome de João XXIII, ele revolucionou a Igreja ao convocar o Concílio ecumênico Vaticano II.

Depois dele, a Igreja nunca mais seria a mesma, dizia-se à época. A missa deixou de ser rezada em latim. A Igreja abriu as portas para os leigos e reaproximou-se dos judeus e de outras igrejas cristãs. Foi um pontificado que durou apenas cinco anos. Paulo VI, o Papa seguinte, deu continuidade às reformas.

Mas João Paulo II, o Papa polonês, deu meia volta na herança legada por seus antecessores. Bento XVI, o Papa alemão, deu um passo ainda mais atrás na tentativa de sepultar a obra de João XXIII. O resto é história recente: a renúncia de Bento XVI, a eleição de Francisco, o primeiro Papa com esse nome, e sua morte.

O que virá? Um Papa de transição como foi o bom velhinho João XXIII? Ou um Papa na linha de João Paulo II para conservar o que deva ser conservado e inovar com mais cautela, ao contrário de Francisco? O Papa morto montou um Colégio de cardeais relativamente à sua imagem e semelhança. Virá um Francisco II?

Só Deus sabe. Ocorre que ele dotou o homem de livre arbítrio e evita se meter nas coisas terrenas.

 

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