A direita é burra, erra nas suas escolhas e depois se queixa do povo
Ela se arrisca a ter que engolir Lula de novo
atualizado
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No mais das vezes, critica-se Lula por caminhar para seu sétimo pleito presidencial. Só não é o oitavo porque em 2018 ele estava preso. A crítica deveria se estender ao povo brasileiro, não lhe parece? Porque foi ele que tornou isso possível, elegendo Lula em três ocasiões. Em outras duas, elegeu Dilma, apoiada por Lula.
Mas pega mal criticar o povo. Então, pau no Lula por qualquer coisa, com ou sem razão. Outro dia, Lula apanhou por ter dito que o brasileiro deveria gastar menos com apostas e cachorros, e por isso tanto se endivida. Mexer com as bets é sempre arriscado. Elas são grandes anunciantes, e a mídia depende de anúncios.
Daqui a 186 dias, o país poderá livrar-se de Lula em definitivo. Basta que vote em outros candidatos, e não nele. Candidatos haverá em grande número, à frente deles Flávio Bolsonaro, filho do único ex-presidente condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, e certamente Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.
Não se pode dizer que a eleição de Caiado ou de Flávio signifique algum tipo de renovação. Caiado disputou a eleição de 1989 montado em um cavalo branco, a primeira pelo voto popular depois do fim da ditadura. Ficou em nono lugar. Obteve apenas 0,72% dos votos válidos. Flávio é uma cópia encardida do pai.
É o que temos para impedir que Lula se reeleja. A direita de fraque e cartola, que faz cara feia quando ouve falar de Flávio e de Caiado, acabará votando neles para que a esquerda jamais possa voltar ao poder. Esquerda nunca mais, diz Caiado. Por ora, Flávio não diz nada. Posa de moderado. E ensaia dancinhas ridículas.
Não há veto divino nem terreno a candidatos da direita com boas ideias e projetos capazes de seduzir a maioria dos brasileiros. Não há sequer veto de qualquer natureza a candidatos da direita sem ideias nem projetos, como se viu em 2018 quando Bolsonaro se elegeu, e em 2022 quando quase se reelegeu.
A direita é que não os produz e joga a culpa nos outros. A direita é que erra ao fazer suas escolhas. A ela só interessa candidatos que jamais contrariem seus interesses. “O sistema é foda”, diz o Capitão Nascimento no filme “Tropa de Elite”. Disse Tancredo Neves, o presidente eleito em 1985 que morreu sem tomar posse:
“Temos construído esta Nação com êxitos e dificuldades, mas não há dúvida, para quem saiba examinar a História com isenção, de que o nosso progresso político se deveu mais à força reivindicadora dos homens do povo do que à consciência das elites”.
É isso aí. Lula assinaria embaixo.


