A chacina dos que morreram de Covid aos cuidados da Prevent Senior

CPI avança na Câmara Municipal de São Paulo, mas a instalação de outra com o mesmo propósito na Assembleia Legislativa empaca

atualizado 15/10/2021 9:27

Prevent Senior SP Fábio Vieira/Metrópoles

Cerca de 40% dos pacientes internados em estado grave com Covid-19 na rede de hospitais da Prevent Senior em 2020 morreram, segundo dados da Covisa, órgão de Vigilância Sanitária vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, apresentados à CPI da Prevent Senior, da Câmara Municipal de São Paulo.

O número é maior do que os 22% citados pelo diretor da operadora, Pedro Batista, em depoimento à CPI da Covid, do Senado. Ao todo, foram 7.705 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave,  entre os quais 5.431 pela Covid-19. Do total, 2.210 morreram, o que corresponde a uma taxa de mortalidade de aproximadamente 40%.

Os dados causaram “espanto”, segundo o presidente da CPI, vereador Antonio Donato (PT). O representante da Covisa também disse, em depoimento à CPI, que pediu à Secretaria Estadual de Saúde intervenção temporária nos hospitais da Prevent Senior que descumpriram as normas sanitárias ao longo da pandemia.

O pedido, com data de 27 de março do ano passado, não teve resposta até hoje. Enquanto isso, na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputados de partidos que apoiam o governador João Doria (PSDB) começaram a recuar da proposta de instalação de uma CPI semelhante para investigar a Prevent Senior.