Primeira mulher a presidir Embrapa só chega aos 50 anos da empresa
Mas atual presidente, indicado no governo Bolsonaro, deve permanecer no cargo até o final de abril
atualizado
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Primeira mulher a assumir a presidência da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), como revelou esse blog na última quarta-feira, a pesquisadora Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá só deverá assumir de fato a estatal em maio.
Doutora em computação aplicada pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Silvia é pesquisadora da Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP). Desde 1989 atua nessa área na empresa, onde lidera projetos que associam computação aplicada à agricultura.
Anunciada oficialmente no cargo pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (com quem aparece na foto acim), na última sexta-feira, Silvia, porém, não deve comandar as celebrações dos 50 anos da Embrapa, que ocorrem no final deste mês.
O atual e ainda presidente, Celso Luiz Moretti, nomeado no final de 2019 pela então ministra Tereza Cristina (Agricultura), no governo Bolsonaro, deverá ficar no cargo até lá. Sua permanência na presidência até o evento pode ser um problema. Integrantes do Sinpaf (Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário) ameaçam protestar se isso ocorrer.
Em março, durante evento no Palácio do Planalto, parte desses servidores estendeu faixa pedindo ao presidente Lula a troca no comando da empresa.
Na quarta, Fávaro já tinha confirmado a este blog a indicação de Silvia. Na postagem nas suas redes, o ministro a elogiou: “Silvia preenche todos os requisitos e terá a minha indicação para a presidência da Embrapa, sendo a primeira mulher a assumir o cargo”.
Mas o nome da pesquisadora não foi publicado no Diário Oficial da União ainda como a nova presidente. O ministro viaja com Lula para uma viagem à China na semana que vem.


