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Pesquisadores da Embrapa rechaçam ideia de “privatização” da empresa

Presidente da estatal anunciou que o futuro do órgão inclui parceria com empresas privadas e redução de pessoal

atualizado

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Embrapa
1 de 1 Embrapa - Foto: Reprodução

Repercutiu muito mal o anúncio da mudança organizacional da Embrapa, na última quinta-feira. A decisão foi comunicada aos dirigentes dos 43 centros de pesquisa da instituição, sem a presença do presidente Celso Moretti, que se encontra em viagem aos Emirados Árabes.

O anúncio foi feito pelo diretor Tiago Ferreira – recém-chegado à empresa, nomeado pela ministra Tereza Cristina (Agricultura) e funcionário de carreira do BNDES.

A encomenda da ministra à Embrapa está sendo cumprida à risca. Serão cortados 65% dos cargos comissionados. O clima é tenso nos bastidores, com a indignação dos pesquisadores de mais de 30 anos de casa.

A ex-diretora Vânia Castiglioni, que recentemente deixou a empresa pelo plano de demissão voluntária, desabafou no seu Facebook.

“Presidente da Embrapa parece trabalhar contra a soberania… Que pena! Na contramão a que se destina uma empresa pública, que deve cumprir rigorosamente seu papel social”, postou Castiglioni.

Em entrevista ao Estado de S.Paulo, o presidente da Embrapa, Celso Moretti, afirmou que a empresa terá novo modelo de gestão, financeiramente independente do orçamento da União, com redução de pessoal e parceria com a iniciativa privada.

As declarações de Moretti provocaram reações de setores diversos, de cientistas a servidores. Em nota, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) acusa Moretti de promover o desmonte da Embrapa.

“Ao anunciar uma ‘fantástica’ e imediata reorganização institucional, a gestão Moretti propõe cortes drásticos para fazer jus a um orçamento combalido por conta de sua inércia administrativa. Defende, ainda, a captação de recursos da iniciativa privada, por meio de um novo modelo de negócios, para transformar a Embrapa naquilo que acredita ser uma empresa ágil e eficiente”, ressalta a entidade sindical.

“Todo esse processo é estranho e pouco transparente, mas evidencia a tentativa despudorada de transformar a empresa em um balcão de negócios, facilitando a apropriação privada da estrutura e da inteligência construídas por décadas de investimentos públicos.”

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