Orçamento secreto: Dino vê digital de Arthur Lira

Ministro do STF aponta “fortes indícios” de que ex-assessora operava distribuição de verbas sob ordens diretas do deputado.

atualizado

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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Deputado Federal Arthur Lira - Metrópoles
1 de 1 Deputado Federal Arthur Lira - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Em uma decisão que promete elevar ainda mais a temperatura em Brasília, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma operação da Polícia Federal que atingiu o coração do esquema de distribuição de verbas no Congresso. O alvo central foi Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL) e apontada como a operadora do chamado “orçamento secreto”.

A operação, desdobrada nos últimos dias, baseia-se em um documento de 32 páginas assinado por Dino, que aponta “fortes indícios” de irregularidades.

Segundo a análise feita no programa Noblat Blá Blá, do Metrópoles, a investigação não se limita à ex-assessora, mas fecha o cerco contra o próprio ex-presidente da Câmara.

O “fio da meada” no gabinete de Lira

Mariângela Fialek não era uma assessora comum. Durante a gestão de Arthur Lira na presidência da Câmara, ela atuava com “mão de ferro” no gerenciamento das emendas parlamentares, distribuindo verbas conforme as ordens do deputado. “Ela era a encarregada de distribuir as decisões do Arthur: ‘dá tanto para fulano, dá tanto para sicrano'”. Mesmo após a saída de Lira da presidência, ela manteve um cargo estratégico, agora na liderança do Partido Progressista (PP).

A Polícia Federal investigou exaustivamente o esquema, colhendo depoimentos de diversos parlamentares.

Um dos pontos de tensão envolve o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). A fúria de Lira contra Braga — que resultou em um processo de suspensão de mandato — teria nos bastidores a motivação de que Braga e outros deputados prestaram depoimentos que ajudaram a desvendar a operação do orçamento secreto.

“Pegaram Arthur Lira”

A avaliação sobre o relatório de Flávio Dino é contundente. Segundo fontes que tiveram acesso à íntegra do documento de 32 páginas, a investigação conseguiu vincular diretamente o ex-presidente da Câmara ao esquema.

A operação é descrita apenas como o início de um “novelo cujo fio começou a ser puxado”.

A expectativa é que o desbaratamento desse esquema tenha repercussões muito maiores no Congresso do que outras crises recentes.

Tensão institucional e novos protestos

O cenário político descrito é de “fogo no Congresso”. Enquanto os deputados evitam falar publicamente sobre a operação contra a assessora de Lira, nos bastidores a movimentação é intensa.

Paralelamente às investigações policiais, a sociedade civil também se mobilizou. Artistas que anteriormente se posicionaram contra a “PEC da Blindagem”, convocaram novas manifestações.

O objetivo dos atos foi denunciar o que chamam de uma nova “tentativa de golpe” por parte do Congresso: manobras legislativas para garantir anistia e impedir que políticos envolvidos em crimes, incluindo os atos golpistas de 8 de janeiro, sejam punidos conforme determinação do STF.

Com a Polícia Federal batendo à porta de gabinetes e as ruas sendo convocadas novamente, o fim de ano em Brasília promete ser tudo, menos silencioso.

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