O “I love you” de Trump para Lula que brochou os patriotas de plantão
Enquanto a direita torcia pelo caos, a química entre Lula e Trump isola os radicais no cercadinho
atualizado
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Quem apostava num encontro de caras feias e dedos em riste entre Lula e Donald Trump quebrou a cara. O que se viu foi uma aula de pragmatismo político temperada com uma química que poucos acreditavam ser possível.
Enquanto a oposição doméstica – liderada pelos “patriotas” que sabotam o Brasil na primeira oportunidade – torcia por um incidente diplomático, Lula saiu de lá com juras de amor e a garantia de que o americano não pretende meter o bedelho nas eleições brasileiras.
O encontro, que deveria ser uma reunião de trabalho rápida, esticou-se por quase três horas. Teve de tudo: de explicação didática sobre o que é o Pix (que Trump, acreditem, não fazia ideia do que fosse) até brincadeiras sobre futebol e vistos para a seleção brasileira. Lula, num movimento de mestre, entregou um documento em inglês detalhando cada entrave comercial e diplomático, facilitando a vida de um Trump que o chamou de “dinâmico”.
É a vida como ela é: o “I love you” de Trump para Lula é o pior pesadelo para quem esperava que o republicano fosse o cabo eleitoral de luxo da extrema-direita brasileira. Flávio Bolsonaro agora tira o corpo fora e vê o pai ser ignorado na narrativa de “melhor amigo” do americano.
Claro, nem tudo são flores. O otimismo de Lula, estampado num sorriso que ele fez questão de mostrar aos repórteres, ainda precisa ser convertido em soluções concretas sobre segurança e tarifas comerciais. As barreiras não caíram todas hoje, mas o fato é que nenhuma barreira nova foi erguida. Para quem vive de desatar nós, Lula provou que, na política, o riso de Trump ainda é melhor – e muito mais lucrativo – do que a sua cara feia.


