O abismo entre Lula e Bolsonaro diante de suspeitas familiares

Postura de Lula diante da PF marca o ápice de uma estratégia para se consolidar como a antítese ética do bolsonarismo

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto Metropoles
1 de 1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto Metropoles - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao quebrar o silêncio sobre o possível envolvimento de seu filho, Fábio, no escândalo do INSS, o presidente Lula trouxe à tona mais do que uma resposta fria, trouxe um palanque para o contraste ético. Durante coletiva, o Lula garantiu que não haverá privilégios:

“Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, afirmou categoricamente.

Para o jornalista Guga Noblat, essa declaração é o ponto alto de uma estratégia que visa expor o que ele chama de “contraste” entre os dois últimos ocupantes do Planalto. Enquanto Lula mantém distância do trabalho da Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro teria agido para interferir nos órgãos de controle quando seus filhos foram alvo de investigações.

O contraste reside no fato de Lula não tentar saber o “passo a passo” das investigações, respeitando a autonomia das instituições — algo que, na visão de analistas, é a antítese do bolsonarismo.

“O Bolsonaro ia mudar o chefe da Polícia Federal, ia demitir o ministro da Justiça e aparelhar a Receita Federal”, afirma Guga.

Ricardo Noblat reforça também a questão da narrativa eleitoral: o presidente “está adorando” o cenário de polarização, pois acredita que o confronto direto com o clã Bolsonaro — especialmente agora com a possível candidatura de Flávio Bolsonaro — é o terreno mais favorável para destacar sua imagem de líder republicano frente ao histórico de blindagem da família Bolsonaro.

Lula enfatizou que a operação no INSS não é fruto de perseguição, mas de um trabalho de dois anos da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao defender que “ninguém ficará livre”, o presidente valida o trabalho técnico e evita o uso político das instituições para fins de defesa pessoal.

“O Lula não se mete nisso e nem tem que se meter, não é papel do presidente”, avalia Guga.

 

 

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