No Congresso, a mais diversa composição desde a volta da democracia
De líder caminhoneiro que já foi foragido a líder sem-teto, de astronauta às primeiras transexuais, os novos parlamentares do país
atualizado
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O Congresso Nacional a tomar posse em 2023 tem uma marca diferente das demais. Terá uma composição variada, eclética. Muito por conta do bolsonarismo, que elegeu de astronauta a ex-juiz da Lava Jato.
Duas conquistas importantes foram as eleições das primeiras parlamentares transgênero do país: Erika Hilton (PSol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG). Bem votadas – ficaram em nono e terceiro lugar, respectivamente – as duas transexuais vão compor um Congresso fortemente marcado pelo conservadorismo.
Na Câmara e no Senado, nomes conservadores vão ocupar as cadeiras. Como deputados, por exemplo, do lado bolsonarista, estarão Marcos Pollon (PL-MS), o mais votado no estado. É o principal líder armamentista do país.
Outro nome bolsonarista que destoa é do líder caminhoneiro Zé Trovão, também do PL de Bolsonaro, eleito por Santa Catarina. Com tornozeleira eletrônica e tudo. Ele respondeu a processos por atos antidemocráticos no STF e chegou a estar foragido.
Do lado da esquerda, destaque para Guilherme Boulos (PSol-SP), um líder de movimento social – dos sem-teto -, que assume como dos principais nomes, seja para dar sustentação a um eventual governo Lula ou fazer oposição a uma nova gestão de Jair Bolsonaro.


