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No Congresso, a mais diversa composição desde a volta da democracia

De líder caminhoneiro que já foi foragido a líder sem-teto, de astronauta às primeiras transexuais, os novos parlamentares do país

atualizado 03/10/2022 9:58

Congresso Nacional Jefferson Rudy/Agência Senado

O Congresso Nacional a tomar posse em 2023 tem uma marca diferente das demais. Terá uma composição variada, eclética. Muito por conta do bolsonarismo, que elegeu de astronauta a ex-juiz da Lava Jato. 

Duas conquistas importantes foram as eleições das primeiras parlamentares transgênero do país: Erika Hilton (PSol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG). Bem votadas – ficaram em nono e terceiro lugar, respectivamente – as duas transexuais vão compor um Congresso fortemente marcado pelo conservadorismo.

Na Câmara e no Senado, nomes conservadores vão ocupar as cadeiras. Como deputados, por exemplo, do lado bolsonarista, estarão Marcos Pollon (PL-MS), o mais votado no estado. É o principal líder armamentista do país.

Outro nome bolsonarista que destoa é do líder caminhoneiro Zé Trovão, também do PL de Bolsonaro, eleito por Santa Catarina. Com tornozeleira eletrônica e tudo. Ele respondeu a processos por atos antidemocráticos no STF e chegou a estar foragido.

Do lado da esquerda, destaque para Guilherme Boulos (PSol-SP), um líder de movimento social – dos sem-teto -, que assume como dos principais nomes, seja para dar sustentação a um eventual governo Lula ou fazer oposição a uma nova gestão de Jair Bolsonaro.

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