Nikolas acertou prisão de Bolsonaro: “Pode ser amanhã” e foi
Deputado mineiro antecipou cenário em visita na véspera; prisão preventiva foi decretada por Moraes após Flávio Bolsonaro convocar vigília
atualizado
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A prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes ocorre menos de 24 horas após visita de parlamentares e “desabafo” de Carlos Bolsonaro sobre plano para “matar” o pai.
A “indefinição” citada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na tarde de ontem durou pouco. Na manhã deste sábado (22/11), a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo apuração, Bolsonaro foi detido por volta das 6h em sua residência e levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ocupará uma Sala de Estado. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi motivada pela “garantia da ordem pública”. A gota d’água teria sido a convocação de uma vigília pelo senador Flávio Bolsonaro na noite de sexta-feira (21), ato que a PF avaliou como risco à segurança e à ordem.
O prenúncio nas visitas a Bolsonaro
As imagens divulgadas pelo Metrópoles ontem mostram que o clima no entorno do ex-presidente já era de despedida e tensão. A prisão materializa a fala profética de Nikolas Ferreira ao sair da residência do ex-presidente:
“Ninguém sabe o que vai acontecer, né? Ele pode ir pra cadeia amanhã, ele pode ir pra cadeia e depois morrer…” — disse o deputado mineiro, horas antes da operação da PF.
Enquanto Magno Malta tentava transmitir uma imagem de força espiritual, afirmando que Bolsonaro “não está abatido”, a narrativa de Carlos Bolsonaro focava na fragilidade física do pai, avaliado no primeiro momento como um escudo contra a prisão. O vereador alegou que o ex-presidente sofria com soluços há 23 horas e crises de vômito, sugerindo que levá-lo ao cárcere seria uma sentença de morte calculada:
“Tudo é calculado, tudo tem um propósito: matar Jair Bolsonaro” — desabafou Carlos.
A decisão de hoje, que converteu a domiciliar em preventiva, reforça o “cabo de guerra”: o STF sinaliza que não tolerará mobilizações de rua com possibilidade de afronta à ordem pública (como a vigília), enquanto o bolsonarismo deve agora explorar a narrativa de “perseguição” e “crueldade”.
Veja a véspera da prisão:


