Messias no STF e o “refresco” aos golpistas
A estratégia de Alcolumbre para unir o destino de Messias no STF ao alívio dos condenados pelo 8 de janeiro
atualizado
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Nada é de graça e tudo se transforma em mercadoria de troca. A bola da vez é o que a oposição chama carinhosamente de “dosimetria” – um projeto de redução de penas para os envolvidos nos atos golpistas.
Não é a anistia ampla que o Supremo Tribunal Federal certamente derrubaria por inconstitucionalidade, mas uma manobra mais sutil para diminuir o tempo de cadeia de quem já foi condenado.
Davi Alcolumbre, mestre na arte de equilibrar pratos, montou uma engenharia política precisa: colocou na mesma semana a votação de Jorge Messias para o STF e a análise do veto de Lula à dosimetria.
A mensagem é clara: se o governo quer aprovar o seu ministro, terá que lavar as mãos e permitir que o Congresso dê esse “refresco” aos golpistas. Lula, que não é bobo, vetou o projeto apenas para marcar posição e não se atritar com o Supremo, sabendo que a derrubada do veto no Senado é o preço da governabilidade.


