
Marco Temporal é adiado, mas ruralistas garantem que texto passa
Expectativa é que o presidente do Senado convoque pelo menos mais uma audiência pública

Com a suspensão até pelo menos outubro da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui o Marco Temporal para a demarcação das terras indígenas, o governo Lula (PT) busca ganhar tempo e formar uma base para lutar contra a atual versão do texto.
Apesar dos esforços dos líderes do governo no Senado, senadores da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) garantem que o texto será aprovado como está, sem alterações na base da PEC.
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Ver todasO adiamento ocorreu devido à pressão do governo e do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que convocou uma reunião entre senadores e lideranças indígenas para discutir a proposta. A Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) solicita que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), convoque pelo menos uma audiência pública para apreciação da PEC.
Ontem (10/07), representantes indígenas reclamaram que a presença de lideranças das comunidades foi limitada pela Polícia Legislativa na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA interpretação do Marco Temporal determina que apenas as comunidades indígenas que estavam ocupando áreas na data da promulgação da Constituição Federal de 1988 teriam direito à demarcação e posse da terra.

