Giro da política: Ramagem livre, BRB e o alvo no STF
Enquanto Ramagem comemora nos EUA, Gilmar Mendes reage à ofensiva do Senado contra o Supremo.
atualizado
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Se a política brasileira fosse um roteiro de cinema, o desta semana seria um suspense policial de alta voltagem. Entre prisões, mensagens da PF e o Supremo subindo o tom, o clima em Brasília ferveu com revelações que mexem tanto com o bolso quanto com o poder. Se você perdeu o rastro da fumaça, aqui está o que realmente pegou fogo:
A Crise no BRB e o “Efeito Dominó” do Banco Master
O debate central gira em torno da prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A discussão revela detalhes de uma propina de milhões que ele teria recebido para facilitar negócios com o Banco Master. O ponto mais crítico é o envolvimento do governador Ibaneis Rocha: mensagens sugerem que ele não apenas sabia das negociações suspeitas, mas batalhou politicamente para que elas ocorressem, o que coloca seu futuro político em xeque diante de uma possível delação premiada.
O Uso Eleitoreiro das CPIs e o Ataque ao STF
A análise aponta que as recentes CPIs (como a do Crime Organizado) abandonaram seus objetivos originais para focar em um alvo específico: o Supremo Tribunal Federal. O debate expõe como parlamentares de oposição utilizam esses palcos para criar narrativas de “perseguição política”. O objetivo seria desgastar a imagem dos ministros para pavimentar o caminho para uma anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e desacreditar o sistema eleitoral.
A Reação de Gilmar Mendes e o Papel da Imprensa
O destaque fica para o contra-ataque do ministro Gilmar Mendes, que criticou setores da imprensa por “flertarem com o abismo” ao apoiar investidas autoritárias. A análise reforça que, embora existam questionamentos éticos sobre condutas, as tentativas de indiciamento feitas pelo Senado carecem de base jurídica sólida e servem mais como “combustível” para a emoção da população do que como investigação real.
A Estratégia de Vitimização da Direita
Por fim, o cenário mostra o método de figuras como Alexandre Ramagem, ligadas ao governo anterior, que estão nos EUA, que utilizam imagens de reencontro familiar e discursos religiosos para se autopromoverem como “heróis exilados”. É uma tática clara de campanha antecipada, tentando transformar questões migratórias e jurídicas em uma luta ideológica para manter a base mobilizada.
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