
Flávio, Figueiredo e o repúdio sob encomenda
Noblat mostra como a farsa do repúdio de Flávio virou um tiro no pé e revelou a falta de comando do parlamentar

No programa do Noblat desta quarta-feira (1), a análise política escancara o nível de amadorismo e submissão que tomou conta da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro.
O parlamentar demorou horas para se pronunciar contra as declarações misóginas de Paulo Figueiredo, que afirmou publicamente que mulheres solteiras “votam mal”. Longe de refletir um posicionamento espontâneo de defesa do eleitorado feminino, o teatro armado por Flávio foi pura conveniência.
Ele só veio a público repudiar a fala porque o próprio Figueiredo – o “faz-tudo” do clã nos Estados Unidos – mandou. Em vídeo, Figueiredo confirma ter orientado o senador para fazer do limão uma limonada e desautorizá-lo publicamente. Ou seja, liberou Flávio para estancar um episódio crítico do qual ele mesmo foi o causador.
Noblat avalia que esse “repúdio sob encomenda” que acabou virando um baita tiro no pé da oposição. Em vez de consertar o estrago provocado pelo machismo do aliado, a revelação de que o senador age como um fantoche que só fala mediante autorização detonou a credibilidade de uma já bagunçada campanha.
Ao tentar criar uma narrativa artificial para limpar a barra, Flávio só conseguiu expor a sua própria falta de comando e a profunda desordem interna que transformou seus planos para o Planalto em uma verdadeira piada de bastidores.
