Flávio acredita que, ao rifar Queiroz, está limpando o terreno
Em novo capítulo do teatro do absurdo de Flávio, o senador não sabia de nada
atualizado
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O senador Flávio Bolsonaro resolveu passear por podcasts para tentar lustrar uma biografia que, como todos sabemos, tem mais rachaduras do que um asfalto de cidade abandonada. A tática é velha e conhecida: a culpa é sempre do outro.
Desta vez, o “outro” é Queiroz, o ex-militar e amigo de longa data da família que, segundo Flávio, operava um esquema de cobrança de salários no gabinete sem que o patrão notasse qualquer movimento estranho.
É curioso. Flávio jura que “nunca teve início um processo criminal” contra ele, omitindo, claro, as manobras jurídicas nos tribunais superiores que implodiram as investigações. Mas o nó está nos detalhes que o senador evita. Se ele não sabia de nada, como explicar que o dinheiro da rachadinha pagava suas contas pessoais, do dentista à escola dos filhos? Como explicar a presença da família de milicianos no seu gabinete?
A “amnésia” de Flávio é seletiva e conveniente. Ele tenta se colocar como vítima de uma “devassa” de 11 anos, mas silencia quando o assunto é o tesoureiro que pagava suas dívidas. O teto de vidro do “filho 01” está estilhaçado. Em uma campanha presidencial, como ele ensaia, não haverá ambiente familiar ou perguntas combinadas que o protejam do peso do próprio passado.
No fim, a tentativa de Flávio de censurar críticos no “X” (ex-Twitter) enquanto clama por liberdade de expressão é apenas a cereja do bolo de uma trajetória marcada por contradições. É melhor desmaiar e pedir para ser substituído, Flávio, porque você não vai aguentar uma campanha presidencial com esse passado.


