Dispara conta de água no Palácio da Alvorada e a de luz cai

Veja quanto o presidente gastou desde que pegou as chaves da residência oficial

atualizado 11/10/2021 11:47

presidente Bolsonaro chega ao palacio da alvorada e fala com apoiadores Hugo Barreto/Metrópoles

Mesmo diante da maior crise hídrica do Brasil desde 1931, segundo o próprio governo federal, o gasto com água na residência oficial da Presidência da República subiu consideravelmente.

Se comparada a soma das faturas de janeiro a setembro de 2019, ano em que Jair Bolsonaro pegou as chaves do Palácio da Alvorada, com o mesmo período de 2021, os valores aumentaram 81,7%: de R$ 244.576,09 para R$ 444.431,74.

E não dá para alegar que a vilã do boleto é só a inflação ou os reajustes na conta aplicados nos últimos anos. Segundo dados oficiais obtidos por este blog, houve aumento no consumo.

Nos primeiros nove meses de 2019, o Palácio da Alvorada consumiu 8.791 m³ de água. Entre janeiro e setembro deste ano, o volume foi de 10.219 m³, aumento de 16,2%.

As informações constam no Portal da Transparência do governo federal, divididos em 10 áreas que compõem a Presidência da República. Entre elas, Palácio do Planalto, Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Palácio da Alvorada e Granja do Torto – em todas houve aumento no consumo de água.

O último a sair apague a luz

Justiça seja feita: na conta de água do Palácio da Alvorada o gasto subiu, mas na de luz houve economia.

No período analisado (janeiro a setembro), o consumo de energia elétrica em 2019 foi de 981.069 kWh. Já nos primeiros nove meses deste ano, o registro ficou em 762.680 kWh. A despesa para o contribuinte foi de, respectivamente, R$ 730 mil e R$ 582,6 mil – redução de 20,2%.

Em setembro, quando o fantasma do apagão rondava os brasileiros, Bolsonaro pediu que a população tomasse banho frio para reduzir a conta de luz. Sugeriu ainda que se evite o uso de elevadores e seja dada preferência às escadas.

Se o presidente seguiu à risca o próprio conselho, os banhos no Palácio da Alvorada estão gelados, mas bastante demorados.

Procurada para comentar o assunto, a Presidência da República não havia se manifestado até a última atualização deste texto. O espaço permanece aberto.