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Deputada do PT que derrotou Bolsonaro no STF entra na campanha de Lula

Maria do Rosário (PT-RS) irá coordenar o grupo que ficará responsável pela criação dos 5 mil comitês, junto com o MST

Evandro Éboli03/05/2022 10:00, atualizado 03/05/2022 11:28
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Divulgação/Câmara dos Deputados
Maria do Rosário

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) irá atuar na coordenação da campanha de Lula e foi escolhida para cuidar do Grupo de Trabalho responsável pela escuta e participação no programa de governo.

A parlamentar estará a cargo de ajudar na criação dos 5 mil comitês populares a favor da campanha do petista, em ação junto com o MST.

Rosário integra, no partido,  a tendência “Avante”, um grupo mais à esquerda.

A deputada já foi ofendida por Jair Bolsonaro, que a atacou na Câmara com agressões verbais. O então deputado afirmou que Rosário “não merece ser estuprada porque ela é muito ruim, ela é muito feia, não faz meu gênero”.

Bolsonaro foi condenado em primeira instância, em 2015, a pagar danos morais no valor de R$ 10 mil. Ele recorreu e, dois anos depois, o STJ manteve a sentença. O hoje presidente, então, foi ao STF, mas o ministro Marco Aurélio, em 2019, manteve a decisão ao negar seu recurso.

Esse valor chegou a R$ 20 mil, com atualizações e pagamento de honorários à defesa. Em novembro de 2019, a petista doou o valor a sete instituições que atuam em defesa da mulher, num ato no Salão Verde da Câmara. O mesmo local onde Bolsonaro a atacou verbalmente.

Bolsonaro, também já presidente, foi obrigado a publicar um pedido de desculpas a Rosário.

“Venho pedir publicamente desculpas pelas minhas falas passadas dirigidas à deputada Maria do Rosário. Naquele episódio, no calor do momento, em embate ideológicos entre parlamentares, no que se refere à política de direitos humanos, relembrei fato ocorrido em 2003, em que, após ser injustamente ofendido pela congressista em questão que me insultava, chamando-me de estuprador, retruquei afirmando que ela não merecia ser estuprada” – postou Bolsonaro, em junho de 2019.