Da prisão, Jefferson volta a atacar STF e união de Bolsonaro com o PL

Dirigente afastado do PTB, em mais uma carta a aliado, diz que aguarda próximos passos do presidente

atualizado 23/11/2021 9:24

Roberto Jefferson Valter Campanato/Agência Brasil

Três dias antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para mantê-lo preso – o que ocorreu ontem – , Roberto Jefferson voltou a fazer ataques à Corte e a um de seus ministros. Direto de Bangu 8, o presidente afastado do PTB Roberto Jefferson novamente cutucou a aproximação de Jair Bolsonaro com Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, legenda que deve receber o presidente da República.

Em carta ao presidente do PTB da Bahia, Gean Prates, Jefferson diz que, depois do 7 de Setembro, se “recolheu”. E voltou a provocar o STF.

“Após o 7 de Setembro, me recolhi. Esse foi um dia que não terminou no nosso calendário cívico. Aqueles vidros do STF teriam virado souvenirs na mão do povo e de nossa gente conservadora e cristã”.

O petebista criticou a defesa que o ministro Dias Toffoli, do STF, fez da adoção do semipresencialismo, numa palestra em Portugal dias atrás.

“Não sei como o Bolsonaro pode ter aceitado, sem responder, o insulto além-mar, feito em Portugal, pelo ministro Toffoli, aquele sem nenhum saber jurídico, reprovado em dois ou três concursos para juiz de direito”.

No trecho, Jefferson afirmou que Toffoli quer tirar o poder moderador das Forças Armadas e que “agora são os supremos patifes que moderam o governo em vilipêndios a nossa Constituição?”.

Sobre a possível ida de Bolsonaro para o PL, o petebista chamou Valdemar de “galo mutuca”, designação para o galo que, na rinha de briga, foge da luta. Não é a primeira vez que o petebista se refere assim ao líder do PL. Usou essa mesma provocação a ele em 2005, durante o escândalo do mensalão.

“Estou num período sabático, lendo muito, escrevendo muito e aguardando os passos do presidente Bolsonaro com o galo mutuca, o popular Valdemar. O governo de bolsonaro se apoia em duas colunas morais : não rouba e não deixa roubar. Mas, aqui na cadeia, os presos arguem: e o Valdemar, o galo mutuca?”

 

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