Congresso torra dinheiro com mudanças fantasmas de parlamentares

Isso vem de longe. Custará R$ 40 milhões aos cofres públicos

atualizado

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Roque de Sá/Agência Senado
Plenário do Congresso
1 de 1 Plenário do Congresso - Foto: Roque de Sá/Agência Senado

É assim a cada quatro anos. O deputado federal que não se reelege recebe um salário extra, hoje no valor de R$ 39,3 mil, a título de auxílio-mudança, uma vez que retornará ao seu estado. O senador não reeleito também.

Ocorre que o deputado reeleito e o senador também reeleito recebem um salário extra. A título de que, se não retornarão aos seus estados? E por que deputados e senadores eleitos pelo Distrito Federal e que aqui moram também recebem?

Cinco senadores e cerca de 280 deputados reeleitos receberam ou receberão duas cotas da verba-mudança, uma pelo fim da legislatura passada e outra pelo início da atual, somando R$ 78,6 mil extras. A farra custará R$ 40 milhões aos cofres públicos.

Com o nome oficial de Ajuda de Custo, a verba é garantida atualmente pelo Decreto Legislativo nº 172/2022, que estabelece a destinação de um salário extra (R$ 39,3 mil) aos parlamentares no início e no fim do mandato.

Estão na lista dos reeleitos que vão embolsar quase R$ 80 mil extras parlamentares de todas as cores – desde Eduardo Bolsonaro (PL-SP) até o líder do Centrão e presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), passando pelo líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR).

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