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Clã Bolsonaro avisa: ou dá a vaga ou vira inimigo

Herdeiros de Bolsonaro abrem crise com aliados para provar que a direita ainda depende do aval e dos votos da família para sobreviver.

atualizado

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HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Brasília (DF), 11/09/2026 - Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência, em Brasília - Metrópoles
1 de 1 Brasília (DF), 11/09/2026 - Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência, em Brasília - Metrópoles - Foto: <p>HUGO BARRETO/METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

“Esta família é muito unida, e também muito ouriçada…”

Os filhos de Jair Bolsonaro parecem ter combinado um ataque coordenado: é hora de enquadrar os governadores que devem seus mandatos à onda bolsonarista. Em um movimento de pura sobrevivência política — e notável arrogância —, Eduardo e Carlos Bolsonaro deixaram claro que a “família” não aceitará ser coadjuvante em 2026, nem que para isso precisem atropelar a autoridade nos estados.

Eduardo Bolsonaro segue sua temporada nos EUA — onde arrumou para o próprio país um tarifaço e agora começa a fazer dívida com a Câmara por excesso de faltas — e segue com a mira voltada para Tarcísio de Freitas. A queixa pública de que o governador de São Paulo viaja para os EUA e articula sem nem “se sentar à mesa” com um representante do clã é apenas a ponta do iceberg.

O recado é sempre a negociação de uma herança eleitoral: seu pai é o “dono dos votos”, e ele exige o que a família considera seu por direito “divino”: um lugar na chapa presidencial. Tarcísio, refém do eleitorado que o elegeu, vive o drama de ter que governar com a faca da “traição” constantemente em seu pescoço.

Se em São Paulo o jogo é de pressão, em Santa Catarina beira o surrealismo. Carlos Bolsonaro, vereador carioca que mal conhece o estado do sul, salvo por eventuais visitas, decidiu que será senador pelos catarinenses. A audácia do Carluxo ignora qualquer lógica federativa: ele avisa ao governador Jorginho Mello que “papai mandou”, e que isso é ponto pacífico.

Não satisfeito em ser um paraquedista em território alheio, Carlos ainda quer ditar a segunda vaga da chapa, vetando aliados históricos locais em favor de bolsonaristas raiz. É a desmoralização completa do governador.

A “Primeira Família” age como se os estados fossem capitanias hereditárias de seu pai. Para eles, governadores eleitos são meros gerentes que devem obediência ao dono da marca. Resta saber até quando Tarcísio e Jorginho aceitarão engolir a seco os caprichos de uma prole que, sem o sobrenome do pai, teria dificuldades em se eleger para síndico de prédio.

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