Bolsonaro está na domiciliar pela saúde, não para ser Capitão de campanha
Flávio Bolsonaro reclama do isolamento do pai, esquecendo que a domiciliar é para cura, não para campanha
atualizado
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Jair Bolsonaro conseguiu o que queria, ou quase isso. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente trocou a cela da Papudinha por 90 dias de prisão domiciliar humanitária.
O ex-presidente ganhará de volta a tornozeleira e a lista de restrições é longa. Afinal, ele está cumprindo pena, não está livre, leve e solto.
Bolsonaro está proibido de usar celular, internet ou qualquer meio de comunicação, inclusive por intermédio de terceiros. Traduzindo: nada de “lives”, nada de postagens e nada de aglomeração de apoiadores ao redor do local. O capitão, que sempre viveu da rede, agora habita o deserto digital.
E não para por aí. As visitas foram reduzidas ao núcleo duro: familiares, advogados e médicos. Esqueça as romarias de políticos, os abraços de Valdemar Costa Neto ou as visitas de governadores como Tarcísio de Freitas.
A casa no Jardim Botânico deixou de ser um QG eleitoral (todos sabíamos que estava funcionando desta forma, inclusive com as diversas visitas na Papudinha) para se tornar uma extensão da custódia – como é o certo.
A vigilância é ostensiva e a cautela do STF não é infundada: após a tentativa bizarra de Bolsonaro de remover a própria tornozeleira com uma sonda, a confiança nas regras do jogo evaporou.
Bolsonaro, que um dia chamou os direitos humanos de “esterco da sociedade”, agora se abriga neles para não voltar à cela. É a ironia fina da história.
O silêncio imposto por Moraes pode ser o pesadelo de Bolsonaro, mas é a garantia de que a justiça, desta vez, não aceitará novas “esculhambações”.
E, acreditem se quiserem: filhos reclamaram da decisão de Moraes, principalmente da impossibilidade de visitas durante a campanha de Flávio Bolsonaro.
Ora, vejam!


