Bolsonaro, a contagem regressiva e o “ato falho” de Valdemar
“Se Bolsonaro tivesse livre, sarava na hora”, diz Valdemar em frase que depõe contra em meio a cerco da PF
atualizado
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O que era uma metáfora se tornou uma realidade concreta: o cerco da Polícia Federal sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com as últimas informações que circulam, a vigilância sobre sua residência no Distrito Federal, a 12 minutos da embaixada americana, se tornou uma rotina de 24 horas por dia.
O movimento, considerado uma resposta das autoridades às recentes movimentações de Bolsonaro, como a ida à embaixada húngara e a descoberta de uma minuta de asilo, mostra que a Justiça não pretende recuar.
Enquanto apoiadores e familiares, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, lamentam a situação, a pergunta que todos fazem é sobre o futuro político de um líder sob crescente pressão. A inelegibilidade e os (altos) riscos de condenação abrem um vácuo na direita, e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, não esconde o cenário delicado.
Em uma fala que dá a dimensão do que se passa, Valdemar resumiu o dilema:
“Se ficasse livre, Bolsonaro sarava na hora”, disse ao ser perguntado sobre a saúde do líder diante de uma campanha
A declaração, além de depor contra Bolsonaro neste momento, revela a esperança de um retorno político, mesmo que o caminho judicial aponte para um futuro preso.


