Trump toca flauta? (por Eduardo Fernandez Silva)

Estamos sendo conduzidos a um futuro oposto a todos esses valores civilizacionais, a um porvir rumo à barbárie!

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Centrais sindicais, UNE e movimentos sociais realizam protesto contra tarifaço de Trump Embaixada dos Estados Unidos brasilia EUA bolsonaro mascaras Metropoles 25
1 de 1 Centrais sindicais, UNE e movimentos sociais realizam protesto contra tarifaço de Trump Embaixada dos Estados Unidos brasilia EUA bolsonaro mascaras Metropoles 25 - Foto: <p>Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Numa entrevista recente, no podcast Pod Force One, Trump disse que estudou flauta por um breve período, com seus 11, 12 anos de idade. Embora não toque mais, continua conduzindo ratos, crianças e adultos ao abismo, de maneira semelhante ao famoso flautista de Hamelin.

Diz o conto, como muitos sabem, que numa cidade infestada por ratos, apareceu um flautista afirmando que, por um certo pagamento, poderia livrar os habitantes dos roedores. Acordo feito, levou os ratos, ao som da sua música, a se afogarem no rio. Acordo desfeito, por não ter recebido o combinado, escafedeu-se e depois voltou, com nova música que encantou as crianças locais e as levou, aprisionadas, a uma caverna. A cidade ficou sem crianças e, pois, sem futuro.

Melhor dizendo, não propriamente sem futuro, mas sem um futuro desejável, com melhor qualidade de vida, mais entendimento, negociações, concessões recíprocas, construções comuns, convivência harmônica e melhorias da qualidade de vida da maioria. Objetivamente falando, estamos sendo conduzidos a um futuro oposto a todos esses valores civilizacionais, a um porvir rumo à barbárie!

Nessa direção nos conduz um dos dirigentes mais poderosos da Terra. Há alternativas? Claro, existem, mas hoje sem o poder necessário para direcionar o futuro num rumo mais desejável. Como construir essa alternativa?

Não há resposta simples, clara e suscinta. O caminho há que se fazer ao caminhar. O bem comum tem de prevalecer sobre o lucro privado, sem deixar de reconhecer que o lucro privado é potente motor de melhorias para o bem comum, ainda que seja, também, causa de danos ao bem comum. A complexidade do equilíbrio entre bônus e ônus requer algo que os cada vez mais dominantes algoritmos e menos democráticos dirigentes não possuem: humanismo!

A força dominante é um Golias, mas há que construirmos os Davis! A vitória do pequeno sobre o grande é difícil, mas não impossível, e não se limita à bíblia!
No caminho a construir, equívocos ocorrerão, e somente serão corrigidos se prevalecerem os objetivos de privilegiar a solidariedade, a cooperação, a humildade e a objetividade rumo à uma nova civilização, na qual o ganho privado, domesticado, não suplante o bem-estar coletivo.

Trata-se, pois, de reinventar e redefinir o mundo, a civilização, os objetivos, os desejos, os sonhos, a satisfação, o contentamento.

Trata-se, talvez, de reinventar o animal humano, tornando-o, de fato, sapiens?

 

Eduardo Fernandez Silva. Ex-Diretor da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados

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